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Brasília

Com ônibus parados, cooperativas são alternativa para passageiros em Ceilândia

Arquivo Geral

30/06/2017 7h48

Jéssica Antunes/Jornal de Brasília

Jessica Antunes
jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br

As cooperativas são um alívio para os brasilienses em dia de greve geral do transporte público. Enquanto os ônibus convencionais não saem das garagens e o metrô não passa pelo trilho, são os micro-ônibus que socorrem os passageiros em Ceilândia.

Apesar de fazerem apenas trajetos mais curtos, dentro da própria cidade ou ligando regiões mais próximas, os veículos da Cootarde são os únicos convencionais circulando em Brasília.

Lotados, os micro-ônibus levam os passageiros às áreas centrais para que, só então, os brasilienses tentem acessar um transporte irregular até o destino final.

É o caso da secretária Maria da Paz, de 32 anos. Ela saiu mais cedo de casa, no P Norte, e não teve dificuldades de pegar a primeira condução. “O problema é chegar à L4 Norte”, revela. Há mais de quarenta minutos esperando, ela calcula que deve gastar cerca de R$ 40 em um trajeto que, geralmente, desembolsa R$ 10.

O governo até tentou impedir a paralisação do transporte público. Ontem, o Tribunal Regional do Trabalho determinou que fosse mantida frota parcial. A decisão, no entanto, não foi cumprida pelas categorias.

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