Mariana Laboissière
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A boa nova do fim da greve dos rodoviários pode ser abafada por um possível reajuste na tarifa das passagens de ônibus. A medida não foi descartada pelo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), embora dependa da finalização da auditoria nas contas das empresas. Essa, inclusive, foi uma condição imposta pelos donos de empresas de transporte para conceder o reajuste de 9% nos salários de motoristas e cobradores. O GDF terá 30 dias para fazer essa análise. Se for verificada a real necessidade de aumento no valor da tarifa, caberá a Rosso autorizar o reajuste.
O preço das passagens poderá passar para R$ 3,84, caso seja comprovado o deficit alegado pelos empresários de 28% referente a gastos das empresas com passageiros. Os responsáveis pelas empresas, no entanto, dizem que o ideal seria R$ 4,25. Uma planilha apresentada ao governador na última segunda-feira registra que em uma passagem de R$ 3, R$ 2,31 vão para o sistema, apesar de o valor real condizente ao custo com um passageiro ser igual a R$ 2,96.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros e das Empresas de Transportes Coletivos (Setransp-DF), Wagner Canhedo, revelou ao Jornal de Brasília que enxerga a decisão como positiva. “Tenho certeza de que o estudo encomendado pelo governador irá apontar a necessidade de aumento da tarifa”, expôs. “Enquanto nada estiver definido, obviamente o deficit irá aumentar. E o dinheiro para cobrir o prejuízo irá sair do aumento das passagens”, concluiu.
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