Sem o transporte regular rodando nas ruas do Distrito Federal na manhã desta sexta-feira (30), são os carros piratas que salvam a vida de quem depende do transporte público. Passageiros recorrem às conduções irregulares como alternativa para chegarem ao trabalho.
O valor pelo transporte, no entanto, é salgado. Em Ceilândia, passageiros desembolsam de R$ 5 a R$ 10. Quem está em Taguatinga Centro e quer ir para Águas Claras, por exemplo, precisa pagar a partir de R$ 5, sendo que um ônibus para a região é em média R$ 3,50.
Quem não aderiu à greve geral foram as cooperativas. Os micro-ônibus fazem trajetos curtos, dentro da própria cidade ou ligando regiões próximas. O governo até tentou impedir a paralisação do transporte público. Ontem, o Tribunal Regional do Trabalho determinou que fosse mantida frota parcial. A decisão, no entanto, não foi cumprida pelas categorias.

Breno Esaki/Jornal de Brasília
Apesar dos transtornos, o trabalhadores defendem a greve geral e acreditam que, apesar dos transtornos, haverá um retorno positivo. “Sou a favor da greve. Acredito que é um ato que vai trazer muitos benefícios para os trabalhadores, mesmo com todo o perrengue”, previu o secretário administrativo Marcio Cavalcante. Morador de Taguatinga Sul, o homem só conseguiu se deslocar ao trabalho, no SIA, porque pegou carona com um amigo. A volta para casa será da mesma forma.
A assistente de vendas Daniela Alves também acredita que apenas a mobilização social vai garantir a estabilidade e a melhora do cenário brasileiro. A jovem mora na Colônia Agrícola Samambaia e trabalha no Gama. Ela conseguiu chegar em Taguatinga Centro porque conseguiu pegar um circular. “Não sei como vou fazer para trabalhar. Vou ficar aqui esperando um pirata ou alguém vir me pegar. Vou atrasar, mas não posso deixar de ir”, explicou.
Com a falta de transporte regular, quem faz a festa – e o alívio dos passageiros – são os motoristas de carros piratas. Em Ceilândia, passageiros desembolsam de R$ 5 a R$ 10. Quem está em Taguatinga Centro e quer ir para Águas Claras, por exemplo, precisa pagar a partir de R$ 5, sendo que um ônibus para a região é em média R$ 3,50.
- Breno Esaki/Jornal de Brasília
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