No Distrito Federal, as cirurgias feitas com a mesma técnica utilizada nos países mais desenvolvidos, de facoemulsificação, está ao alcance de todos os pacientes que buscam os centros de saúde com este problema.
No Hospital de Base, por exemplo, a Unidade de Oftalmologia chega a fazer 1.200 procedimentos cirúrgicos para tratamento da catarata, por ano. Fora o atendimento feito pelo Hospital Regional de Taguatinga e o Hospital Universitário, que faz cerca de 40 cirurgias por mês.
“Utilizamos a mesma técnica adotada em todo mundo, há mais de dez anos”, explica a oftalmologista Ana Paula Tupynambá, chefe da Oftalmologia do HBDF, para quem o tratamento oferecido é altamente eficiente e eficaz. “Nossos pacientes devem procurar inicialmente um centro de saúde, onde são inseridos na regulação das consultas de oftalmologia e a partir daí serão chamados para as cirurgias”, orienta a especialista.
Atualmente, além das cirurgias ao longo do ano, os profissionais reúnem-se para a promoção de “mutirões”, onde são operados vários pacientes em um só dia a fim de diminuir o tempo de espera. “É importante frisar que os pacientes operados nestes dias já são cadastrados e já fazem parte da lista de espera. Esse atendimento não atingem pessoas que não passaram pela regulação”, adianta.
A facoemulsificação é a técnica cirúrgica mais moderna para o tratamento da catarata e consiste na remoção do cristalino por microfragmentação e aspiração do núcleo, e posterior implante de uma lente intra-ocular. Há dois meses a Secretaria de Saúde comprou quatro mil dessas lentes, que são suficientes para atender os pacientes da rede durante dois anos.
A evolução da técnica permite incisões muito pequenas, entre 2 e 3 milímetros, o que dispensa a necessidade de sutura e possibilitando assim, que o paciente seja submetido à cirurgia de catarata com anestesia tópica (apenas colírios), saindo da sala de cirurgia já enxergando, com uma visão bem próxima da visão esperada, a qual costuma ocorrer em cerca de 1 mês após a cirurgia.