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Brasília

Cine Brasília promove o <i>Festivalzinho</i>

Arquivo Geral

23/11/2009 0h00

Nas manhãs do 42º Festival Brasileiro da Cultura Brasileira (FBCB), o Cine Brasília se transforma numa grande sala de aula para alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal com a realização do Festivalzinho – uma programação paralela à mostra competitiva para alunos da rede pública de ensino do DF.


Nesta edição, durante cinco dias de exibição, o filme de animação “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes”, de Rafael Ribas e Walbercy Ribas, com 82 minutos, será assistido por aproximadamente 3,5 mil crianças, de 4 a dez anos, de escolas da Vila Estrutural, Samambaia, Recanto das Emas, Sobradinho e Taguatinga. Além de assistir ao filme gratuitamente, os alunos ganham o transporte e a pipoca.

Há quatro anos coordenando o Festivalzinho, Edilamar Sousa Ribeiro explicou que as escolas localizadas em áreas mais carentes ou mais distantes, a exemplo das situadas na área rural, são as maiores beneficiadas com o projeto, pois há casos de muitos alunos que nunca entraram em um cinema.


É o caso de Lucas Júnior Sousa Santos, 8 anos, estudante do 3º ano do ensino fundamental da Escola Classe 1 da Vila Estrutural. Além de ficar impressionado com o Cine Brasília, ele ficou encantado com o tamanho da tela do cinema. “Tudo é enorme, diferente e eu pensava que ia encontrar uma televisão grande”, disse Lucas.


Mas só assistir ao filme não foi suficiente. A curiosidade foi maior e ele quis compreender como a imagem fica grande e o que significa a Estátua do Candango. Então, ele pediu ajuda à professora Maria das Neves, que contou um pouco a história do Festival de Cinema e o levou à sala de projeção. Depois, ele pôde explicar aos colegas o que aprendeu.


“Estar no Cine Brasília é uma experiência fantástica para os alunos e aqui eles entram em contato também com a história de um espaço criado desde a construção da capital, diferente dos cinemas existentes em shopping”, explicou a professora.


A supervisora pedagógica, Adriana de Jesus, revelou que muitos alunos nunca saíram de suas localidades e também não conheciam o centro de Brasília. “O Festivalzinho permitiu um momento cultural e um passeio turístico para 650 estudantes da Vila Estrutural”, finalizou.



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