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Brasília

Cidade Escola põe Candangolândia na passarela da moda

Arquivo Geral

08/10/2009 0h00

A moda está presente em todo o lugar, basta criatividade e dedicação para conseguir bons resultados. Pensando assim, alunas da rede pública e mulheres da comunidade da Candangolândia confeccionaram mais de 160 peças que serão apresentadas ao público em desfile nesta quinta-feira, 8/10, às 17h, no Museu Vivo da Memória Candanga, durante o 1º Festival Cidade Viva.


O caminho das passarelas foi proporcionado pelo que aprenderam nas oficinas oferecidas pelo 1º Centro de Referência em Educação Integral da DRE do Núcleo Bandeirante, também conhecido como Cidade Escola. Além de ensinar uma atividade, as oficinas conseguem elevar sua autoestima. E há uma vantagem: seu trabalho, combinação de criatividade e ambiente de ensino, pode se transformar em fonte de renda.


Toda a comunidade pode participar e a entrada é 1kg de alimento não perecível. Promovido pela Diretoria Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante, o festival tem por objetivo mostrar o trabalho desenvolvido pelas alunas das oficinas de Costura, Customização e Bijuterias realizadas pelo 1º Centro de Referência em Educação Integral.


Segundo a diretora DRE do Núcleo Bandeirante, Élida Cristina, a idéia de criar as oficinas surgiu a partir da procura da comunidade por alguma atividade. Um breve levantamento foi feito e contatou-se que a maioria das senhoras que trazem e levam seus filhos ao centro tinham algum conhecimento em corte e costura.


“Algumas já dominavam a costura, outras sabiam fazer pequenos consertos e havia também quem já se arriscava a customizar (dá uma nova cara a peça usada). Somamos com o nosso conhecimento e criamos as oficinas de customização, costura e bijuterias, com o apoio das Secretarias de Educação e Educação Integral, que foram fundamentais ao processo de criação”, explica.


A diretora do Centro de Referência, Francimeire Bueno, conta que mais de 160 peças entre bolsas e bijuterias foram criadas e confeccionas em dois meses de funcionamento das oficinas. Neste período 75 pessoas, entre alunos de escolas públicas da Candangolândia e comunidade, participaram das oficinas, que acontecem de segunda a quinta-feira, pela manhã, tarde e noite.


Para o vice-diretor, Fernando Carvalh, o bom resultado em tão pouco tempo de atividade reflete a vontade dos participantes em obter uma atividade que possa se transformar em fonte de renda.


“Por se tratar de um local onde a comunidade necessita de atenção, as oficinas são vistas pela comunidade como uma atividade sutentável. Algumas de nossas alunas já planejam conseguir o equipamento e produzir as peças em casa”, diz.

Para a professora, Tânia Regina de Araújo, que ensina a costura e a customização de bolsas, o ambiente agradável que se instalou durante as oficinas, transformou a vida de várias alunas.


“Aqui somos uma equipe. Ensinamos e aprendemos. Nosso ambiente é quase uma terapia. Muitas colegas, antes ociosas, estão agora resgatando a sua autoestima e com vontade de trabalhar”, garante.


Luzimar Rodrigues, que freqüenta a um mês as oficinas, diz que tem gostado muito do método utilizado para ensinar e acredita ser este um dos motivos para o sucesso das oficinas.


Segundo a professora Eleusa M. Domingo, 160 peças, entre bolsas e bijuterias, estarão em mostra durante o desfile. “As bolsas são confeccionas em tecidos, de vários modelos e tamanhos podem ser utilizadas para festas, compras, trabalho, academias, clubes. E os colares, de vários modelos, são feitos com pedras, miçangas e tecido“, explica.


20 modelos vão desfilar com as peças produzidas pelas oficinas. Entre os modelos estão alunos, funcionários do Centro de Referência e representantes da comunidade.

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