O Centro de Internação de Adolescentes da Granja das Oliveiras (Ciago), uma das unidades socioeducativas da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, lança o projeto Jovem de Futuro, nesta quinta-feira(18), às 10 h, no auditório do Centro. O objetivo é capacitar profissionalmente os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação nessa unidade.
Para participar da primeira etapa do projeto foram selecionados 25 dos 144 internos do Ciago. Eles serão submetidos a 200 horas/aulas nos cursos de Informante de Shopping, Estoquista, Empacotador, entre outros. As aulas acontecerão de segunda a sexta-feira, no próprio Centro, nos turnos matutino e vespertino.
Cada participante receberá uma bolsa de estudo no valor de R$ 200,00. Em contrapartida, terá que se dedicar ao curso, tirar boas notas e participar das atividades. No final, o aluno receberá a certificação do curso e poderá se candidatar a uma vaga no mercado de trabalho.
Reinserção social
Planejamento, organização, fluxo e procedimentos dessa atividade no Ciago estão a cargo da equipe pedagógica da unidade, sob a supervisão do diretor do Centro, Cláudio Antônio da Silva. Segundo ele, essa iniciativa visa trabalhar a autogestão dos socioeducandos.
O diretor lembra que esse projeto está dentro da proposta de reinserção social que os profissionais do Ciago almejam aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. “Nossa equipe tem procurado alternativas e incentivos para que eles superem a trajetória infracional e construam um caminho diferente, por meio da elaboração de um projeto de vida voltado para a profissionalização, dentre outros valores”, afirmou Cláudio.
Qualificação
O projeto Jovem de Futuro é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), voltado para adolescentes de 15 a 21 anos, vinculados às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para a sua implantação, a Secretaria de Justiça juntou-se à Sedest e à Fundação Pró-Cerrado, que presta serviço ao Ministério do Trabalho. A entidade fornecerá os instrutores e o material didático a ser utilizado. Os cursos também estão inseridos no Plano Nacional de Qualificação, executado com recursos do Ministério do Trabalho, via Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).