Cerca de 600 pessoas protestaram contra a reforma de Previdência na área central de Brasília. Os manifestantes começaram a se concentrar por volta das 16h na Rodoviária do Plano Piloto, Conic e no Museu da República. Por volta das 18h, eles começaram a se deslocar para a Alameda das Bandeiras, que fica em frente ao Congresso Nacional.
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Os manifestantes chegaram a fechar a via S1, na altura da Rodoviária do Plano Piloto, mas foi liberada pouco tempo depois. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Paz Social do DF, policiais do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar estiveram na área e ficaram responsáveis pelas alterações nas vias. A pasta informou, também, que equipes do Departamento de Trânsito (Detran) atuaram nas vias localizadas atrás dos ministérios: S2 e N2. A manifestação terminou por volta das 20h.
Em um ato de cerca de 40 minutos, juízes, advogados, servidores e membros da Justiça do Trabalho protestaram contra as reformas e a desvalorização da Justiça do Trabalho, no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região.
“Algumas inverdades têm sido propagadas a pretexto de justificar a aprovação de uma reforma trabalhista com consequências nefastas para os trabalhadores, num Brasil que ainda enfrenta graves problemas no combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil; num país em que são registrados cerca de 600 mil acidentes de trabalho por ano, num país em que a terceirização é sinônimo de precarização da relação de emprego”, diz o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, Pedro Luís Vicentin Foltran.
Segundo Foltran, há também uma tentativa de enfraquecimento da Justiça do Trabalho, que têm recebido críticas por parte de parlamentares e ministros. O presidente ressaltou que houve um corte de 90% nos investimento e 30% em despesas de custeio do orçamento da área.
“A Justiça do trabalho existe para preservar os direitos constitucionais e infraconstitucionais, para defender a dignidade do trabalhador e do empregador”, disse o vice-presidente do TRT 23ª Região e presidente do Colégio de Ouvidores da Justiça do Trabalho, Eliney Bezerra Veloso.
O ato ocorreu no saguão de entrada do Tribunal, onde foram estendidos cartazes com os dizeres como “Trabalhador sem Justiça é escravo”.