A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, visitou na quinta-feira (15) a Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia para conhecer a Ação Mulher Cidadã. A iniciativa, promovida pelo Governo do Distrito Federal, reúne atendimentos gratuitos voltados à garantia de direitos, ao cuidado e à autonomia econômica das mulheres.
Celina Leão destacou a importância de concentrar os serviços em um único local, facilitando o acesso da população. “Essa ação é resultado de uma escuta ativa que fizemos com as nossas mulheres. Eu estive aqui mês passado e elas pediram exatamente isso para nós, pediram apoio para conseguirem um emprego, um atendimento na área social. Os nossos órgãos estão aqui com prioridade para vocês terem a oportunidade de virar essa chave”, afirmou a governadora em exercício.
Coordenada pela Secretaria da Mulher, a ação oferece atendimento psicossocial, orientações sobre direitos, distribuição de absorventes e assistência jurídica gratuita, em parceria com a Defensoria Pública do Distrito Federal. Além disso, a Agência do Trabalhador Itinerante disponibiliza intermediação de mão de obra, vagas de emprego, orientações sobre Carteira de Trabalho Digital, Seguro-Desemprego, cursos profissionalizantes, microcrédito pelo programa Prospera, Cesta do Trabalhador e atendimento a empregadores.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, enfatizou o fortalecimento da Casa da Mulher Brasileira como espaço de acolhimento integral. “A gente quer cada vez mais divulgar o trabalho que existe dentro desses equipamentos públicos e trazer essa ação em um mutirão para a mulher entender que o Estado está presente. É importante levar conhecimento e informação, porque a nossa missão é prevenir o feminicídio e a violência. Então, quanto mais a gente levar esse serviço, mais a mulher vai entender que estamos preparados para recebê-la”, declarou.
Mulheres atendidas elogiaram a iniciativa. Madalena Ripardo, de 30 anos, dona de casa e vítima de violência doméstica, destacou a importância do acolhimento para superar ciclos de violência e buscar emprego. “Eu saí de um ciclo de violência doméstica e hoje sou acompanhada pela Casa da Mulher Brasileira. Eu fiquei sabendo dessa ação e vim para conseguir uma carta de emprego. Esse acolhimento é muito importante porque a gente não imagina que um dia vá precisar”, disse.
Camila Muzio, de 36 anos, também dona de casa, utilizou os serviços da Defensoria Pública. “Esse projeto é muito bom para ajudar as mulheres, porque a gente faz tanta coisa na vida e acaba que, às vezes, não temos alguém para estar ali nos explicando, auxiliando”, comentou.
A Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia opera 24 horas por dia, atendendo mulheres vítimas de violência com acolhimento humanizado, suporte psicossocial e, se necessário, alojamento temporário por até 48 horas para elas e seus filhos. O espaço ainda abriga o PROMulher, programa de capacitação profissional com cursos, oficinas, mentorias e apoio ao empreendedorismo.