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Celina Leão diz que BRB será recuperado e critica adversários: ‘Quem está resolvendo sou eu’

Em discurso, ela defendeu seu trabalho à frente do GDF, que se estende por quatro meses

Redação Jornal de Brasília

02/08/2026 13h37

celina leao convenção

Foto; Divulgação

A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse que o Banco de Brasília (BRB) será recuperado e criticou adversários, dizendo que eles fazem campanha contra o DF e não apresentaram soluções para a instituição financeira.

Em evento realizado neste domingo, 2, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Celina foi oficializada candidata à reeleição pelo PP. Em discurso, ela defendeu seu trabalho à frente do GDF, que se estende por quatro meses – ela assumiu em 30 de março de 2026, após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), que pretendia concorrer ao Senado, mas desistiu da disputa.

“Os meus adversários são tão irresponsáveis que eles fazem campanha contra a nossa cidade. Eles não imaginam o que seria uma liquidação de um banco como esse. É só lembrá-los que a previdência dos servidores públicos está dentro do BRB, que todos os nossos programas sociais estão lá”, disse a jornalistas, ao ser questionada se o banco será um dos temas da campanha eleitoral.

“O BRB será recuperado. Já está em fase de recuperação e falta apenas a assinatura do acordo que nós já firmamos no Supremo Tribunal Federal”, prosseguiu. “O tempo está um pouco mais devagar porque quem comanda é o Banco do Brasil e ele está terminando de pegar a documentação de todos os bancos N1 que vão participar do consórcio. Mas os adversários falam, não trazem proposta e são irresponsáveis porque eles não amam Brasília”, completou.

Os maiores bancos do País demonstram interesse em seguir na mesa de negociações para tentar viabilizar o socorro de até R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB), mas avaliam que as conversas pouco avançaram nos últimos dias.

Conforme plano homologado em maio pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), o GDF pode buscar um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ajudar a cobrir o rombo deixado pelos negócios com o Banco Master. Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, BTG Pactual e Santander forneceriam uma fiança bancária para respaldar a operação.

Em contrapartida, recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE) seriam usados como contragarantia para assegurar o aporte. Os bancos privados, contudo, temem o risco de insegurança jurídica com esse arranjo, porque entendem que vinculação dessas transferências constitucionais pode ser contestada judicialmente

Foi no mandato do ex-governador Ibaneis Rocha, que tinha Celina como vice, que houve a tentativa frustrada de compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, pelo Banco de Brasília (BRB), que acarretou em prejuízo bilionário para a entidade regional.

Buscando se colocar na posição de independência e não se contaminar pelo escândalo do Master, Celina se afastou de Ibaneis. O ex-governador citou decepções com Celina, que se tornou sua vice no segundo mandato (2023-2026). Ela rebateu o antigo aliado dizendo que sucessão não é “submissão”. Mesmo sem Ibaneis, a coligação de Celina conta com o apoio do MDB, além de União Brasil, Republicanos e Podemos. O PL não está oficialmente na coligação, mas Celina faz campanha com duas pré-candidatas da sigla – Bia Kicis e Michelle Bolsonaro.

Estadão Conteúdo

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