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Brasília

Celina Leão é oficializada candidata e fala em vitória no primeiro turno

Ao lado de Damares Alves, Bia Kicis e Gustavo Rocha, ela elencou programas do governo e cutucou falta de candidatos a vice em outras chapas

Suzano Almeida

02/08/2026 12h37

Celina Leão ao lado de Damares Alves e Bia Kicis/ Foto: Suzano Almeida

Celina Leão ao lado de Damares Alves e Bia Kicis/ Foto: Suzano Almeida

Por Suzano Almeida e Luiza Melo

A federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Partido Progressista (PP), realizou neste domingo (2) sua convenção. O encontro, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, confirmou a candidatura da governadora do Distrito Federal, Celina Leão, à reeleição.

Celina assumiu o governo no fim de março, quando Ibaneis Rocha (MDB) renunciou para concorrer ao Senado — há duas semanas, ele oficializou sua desistência e saída da vida política.

Ao lado do seu candidato a vice-governador, Gustavo Rocha, a candidata pregou unidade. “Aqui teremos uma chapa com duas senadoras. Aqui temos uma chapa ficha-limpa”, afirmou Celina.

Celina defendeu seu legado político e sua carreira: “Eu sou uma pessoa de fé inabalável. É por Ele que estou aqui. Quero agradecer à minha família e a um marido incrível, que nunca se importou de me dividir com a política. Muitas vezes nós, mulheres, nos culpamos por não estar em casa, mas você não foi só um marido, foi um companheiro”. “Durante os quatro mandatos eu tive a oportunidade de falar com as pessoas. Queremos ter um mandato sério para cuidar das pessoas, mudar a vida das pessoas”, disse Celina, lembrando de leis que ajudou a aprovar durante sua passagem pelo Legislativo.

Celina Leão foi deputada distrital, presidente da Câmara Legislativa, deputada federal e vice-governadora antes de assumir o principal cargo da política local.

A candidata também falou de medidas que foram tomadas já no seu governo, como investimento em políticas para as mulheres, corte de gastos e ações voltadas para pessoas em situação de rua.

“Cidades, eu criei duas: a 26 de Setembro e a Ponte Alta. Eu levei água e energia para quase 100 mil famílias. Nós acreditamos na força de quem produz e trabalha. Eu aprendi com o [ex-]governador [Joaquim] Roriz que o governo serve a quem mais precisa. Já acabamos? Não. Ainda temos muito a fazer.”

Ela cutucou os adversários que foram para suas convenções sem suas chapas fechadas: “Esse povo que já passou e quer voltar saiu preso. Não vamos deixar”, apontou a governadora. “Do outro lado ninguém sabe quem é quem. Eles não têm sequer vice na chapa”, cutucou.

Alianças

Atualmente, a governadora possui apoio de algumas das principais legendas do Distrito Federal, sendo as mais importantes o MDB e o PL — este ainda não oficializou coligação com a candidata, mas a governadora garantiu que isso ocorrerá. O Podemos também anunciou apoio a ela.

A governadora falou sobre o papel do MDB em sua chapa. Havia a possibilidade de o MDB ter uma vaga, mas a primeira-dama confirmou que será candidata e o partido, sem Ibaneis, tende a apoiá-la apenas com candidatos proporcionais.

Gustavo Rocha foi o penúltimo a discursar e se declarou a Celina: “É uma honra muito grande estar ao seu lado. Nós vamos ganhar no primeiro turno, porque em pouco tempo você já fez muita coisa”, declarou o candidato a vice, que foi indicado por Ibaneis Rocha.

Entre os nomes de destaque que se apresentaram ao público durante a convenção, estiveram os deputados distritais Eduardo Pedrosa, Pedro Paulo Pepa e Daniel de Castro, o ex-deputado federal Roney Nemer e o ex-secretário de Segurança Sandro Avelar.

Bia Kicis e Damares

Tendo lançado sua candidatura ao Senado Federal no sábado (1°), a deputada federal Bia Kicis foi à convenção dar apoio ao nome de Celina. Ela estava acompanhada da senadora Damares Alves (Republicanos).

Bia, que deverá fazer dobradinha com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pelo PL, foi um dos pivôs do desentendimento entre a governadora e Ibaneis Rocha, que queria ser um dos dois nomes apoiados pela chefe do Executivo local — que optou por ter três nomes.

“Você já está fazendo muito na saúde e eu estarei ao seu lado. Vamos eleger duas senadoras para trabalhar pela saúde, pela segurança e pela educação”, discursou Bia. “Vamos defender a liberdade, a liberdade religiosa. Viva a liberdade, a liberdade política, viva Jair Bolsonaro, viva Celina Leão.”

Damares começou pedindo que as pessoas conheçam o programa de governo de Celina, que, de acordo com ela, baseia-se na defesa da vida. Em seguida, ela falou sobre o pós tentativa de golpe do 8 de janeiro. “Tentaram tirar a soberania do Distrito Federal. Tentaram tirá-lo de nós, mas não conseguiram porque uma mulher assumiu: Celina”, lembrou a senadora. “Celina, eu sei que você tem um time, e todos estão vindo graças ao seu progresso. Será uma eleição difícil, mas espero que vença no primeiro turno.”

Celina Leão não se esqueceu de Michelle Bolsonaro e afirmou, novamente, que a ex-primeira-dama será candidata ao Senado: “Vamos mostrar que vamos sair do discurso delas para fazer um governo como projeto delas.”

Presença inusitada

Em um espaço lotado por militantes, um rosto chamou atenção: um dos mestres de cerimônias da convenção foi o ex-deputado distrital Olair Francisco. Fora da política, ele não será candidato nesta eleição, mas foi ao evento para apoiar seus companheiros da época de PP.

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