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CEB apresenta novo plano de negócios para reestruturação

Companhia necessita de um aporte financeiro de R$ 1,3 bilhões entre 2019 e 2023 para sair do vermelho

Por Arquivo Geral 24/06/2019 9h07
Foto: Ana Karolline Rodrigues/Jornal de Brasília.

Ana Karolline Rodrigues
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Após o Conselho de Administração da Companhia Energética de Brasília (CEB) aprovar a privatização da CEB Distribuição no último dia 19, a companhia apresentou, nesta segunda-feira (24), o plano de negócios para a sua reestruturação. Segundo a estatal, no primeiro trimestre de 2019, a instituição teve um prejuízo de R$ 29 milhões e, portanto, necessita de um aporte financeiro de R$ 426 milhões ainda neste ano para garantir o direito de atuar em Brasília.

Ainda com um prejuízo de R$ 33,7 milhões em 2018, a CEB tem atualmente cerca de R$ 1 bilhão de dívida. Com isso, o plano de negócios da empresa de 2019 a 2023 aponta a necessidade de um aporte de R$ 1,3 bilhões neste período, sendo R$ 873 milhões de aporte de recursos e R$ 395 milhões da venda de terrenos.

A decisão de privatizar a companhia foi tomada pela maioria dos acionistas da empresa, em assembleia geral, na última semana. A proposta analisada pelo conselho prevê que 51% das ações da empresa serão vendidas, sendo que os outros 49% continuarão com o Governo do Distrito Federal (GDF).

Defendendo a privatização, o presidente da CEB, Edson Antônio Garcia, reforçou na ocasião que mesmo com a venda de ativos a dívida da companhia permanece elevada e que, portanto, o novo plano é necessário para a reestruturação da estatal.

“Diante desse panorama, mesmo que se venda tudo, venda as participações, venda o terreno (no Noroeste), nós precisaremos de um aporte de capital em 2021 de aproximadamente 200 milhões de reais. Então, a solução de venda de ativos não resolve o equilíbrio da companhia a médio e longo prazo”, disse.

“O modelo que se apresenta como o melhor para a companhia e para a sociedade é exatamente fazer essa mudança estrutural bastante relevante, mudando o plano de negócios e, nesse primeiro momento, vender o controle da companhia”, acrescentou o representante.

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Economia do DF

Na reunião, o secretário de Fazenda do Distrito Federal, André Clemente, relacionou a privatização da empresa com o crescimento econômico do DF. “De braços dados com a CEB nós vamos inaugurar aqui essa fase de modelo de gestão diferenciado, cumprindo aquelas metas, aquelas obrigações estabelecidas inclusive pelo Plano Mansueto, que tem uma série de obrigações. Nós temos que aderir a pelo menos três, e a privatização é uma delas. Nós colocaremos o Distrito Federal à frente” afirmou.

“As ações que estamos fazendo em Brasília estão sendo elogiadas pelos secretários de planejamento do Brasil inteiro e alguns estados estão até copiando o que está sendo feito aqui. Então nós precisamos realmente das entidades para tramitar, para avançar, porque a residência vai ser enorme”, completou o secretário.

Ainda na reunião, o vice-governador do DF, Paco Britto, citou a situação da privatização da estatal como uma obrigação do GDF. “Nós não queremos fazer, nós temos que fazer essa abertura de capital. Porque é uma exigência do Governo Federal que nós nos enquadremos”, disse.

“Se está gastando mais, ou você reduz, ou você se adéqua, tem que se adequar. Precisamos fazer essa abertura de capital para modernizar, inclusive, e para atender a todos. Temos que ter a eficiência e voltar a ser o que era”, disse o vice-governador.

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