Daniel Cardozo
Especial para o Jornal de Brasília
Foram ouvidas mais duas testemunhas do suposto racha que resultou em duas mortes na L4 Sul. A Polícia Civil colheu nessa quarta-feira (3) o depoimento de um agente do Detran que presenciou a recusa de bafômetro por parte de dois motoristas envolvidos, e também o de uma pessoa que viu a chegada dos convidados na festa ocorrida antes da colisão. Os investigadores tentam determinar as circunstâncias da morte de Cleusa Maria Cayres, 69 anos, e Ricardo Clemente Cayres, 46, mãe e filho.
Na tarde dessa quarta, os agentes da 1ª DP conversaram com a testemunha que viu a chegada dos participantes da festa em uma marina no Setor de Clubes Sul. A pessoa relatou ter visto uma espécie de isopor onde estavam as bebidas alcoólicas consumidas pelos convidados. Todos chegaram ao meio-dia e voltaram à marina por volta das 19h, instantes antes da colisão.
O outro depoimento apenas confirmou o relato do agente do DER que fez a abordagem a Noé Albuquerque Oliveira. Segundo o servidor do Detran, a recusa de bafômetro ocorreu logo antes de o suspeito deixar a cena do crime. O outro envolvido, Eraldo José Cavalcante Pereira, abandonou o carro e saiu a pé em direção à L2. A irmã de Noé, Fabiana Albuquerque Oliveira, foi a única que continuou no local da batida, mas não teve envolvimento comprovado, apesar de relatos de consumo de álcool e de também ter se negado a fazer o teste do bafômetro.
A Polícia Civil ainda espera mais uma testemunha que disse ter visto os veículos disputando um racha. Trata-se de uma pessoa que entrou em contato com os agentes e prometeu prestar depoimento ainda esta semana. Já há um relato de que os dois veículos estavam em velocidades próximas dos 150 km por hora, o que pode ser comprovado com a perícia. A 1ª DP também está em busca de uma testemunha que afirma ter visto Eraldo entrando em um Fiat Uno depois da colisão.