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Brasília

Cartilha orienta contra violência nas escolas

A ideia é orientar professores e alunos sobre como deve ser tratado o tema violência nas instituições

Redação Jornal de Brasília

05/04/2022 19h37

Os professores serão qualificados para que possam trabalhar o caderno de maneira adequada, segundo a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá | Imagem: Divulgação/Secretaria de Educação

Uma cartilha contra a violência nas escolas será distribuída pela Secretaria da Educação até o dia 18 de abril. A intenção do documento é tornar o ambiente escolar um local saudável, propício ao aprendizado, solidário e que garanta o direito à educação, independentemente das diferenças individuais. A cartilha “Convivência Escolar e Cultura de Paz” será enviada para todas as escolas do Distrito Federal. A ideia é orientar professores e alunos sobre como deve ser tratado o tema violência nas instituições.

O documento, disponível no site da secretaria desde 2020, quando foi atualizado e organizado em três partes, traz temas como educação em direitos humanos, ética, justiça, diversidade, cultura de paz e competências socioemocionais.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, afirma que a formação dos professores é essencial, porque a distribuição do material por si só não basta. “Não adianta simplesmente entregar uma cartilha e não dar a orientação adequada para quem for receber. Por isso, vamos qualificar os profissionais envolvidos para que possam trabalhar o caderno de maneira adequada”, afirma.

A gestora ressalta que o trabalho com os docentes pela cultura da paz deve ser realizado de maneira constante, especialmente com os professores temporários, que ingressam na rede pública de ensino a cada dois anos.

Toda essa ação faz parte do Plano de Urgência pela Paz nas Escolas, que é uma iniciativa da Secretaria de Educação, juntamente com as pastas da Segurança Pública, Saúde, Justiça, Juventude e Esporte. Além da cartilha, palestras educativas, concursos de desenhos sobre a paz, links de vídeos e músicas relacionados ao tema serão trabalhados com os alunos para prevenir a violência nas unidades de ensino.

Comissão

Foi criada uma comissão que está responsável pelo Plano. O presidente do grupo, Tony Marcelo, destaca a importância do trabalho que será feito nos próximos meses. “Estamos em diálogo sistemático com todas as regionais de ensino, com ações de formação dos profissionais de educação. Um passo importante para que possamos avançar o Plano de Urgência da melhor forma possível e também obter resultados positivos”, afirma.

De imediato, o Plano de Urgência pela Paz nas Escolas está sendo implementado em 126 unidades de ensino nas quais foi detectado o maior número de casos de brigas e agressões entre os alunos.

A ação conta com atividades pedagógicas, de segurança pública (por meio do Batalhão Escolar), de saúde, de esporte e lazer com o objetivo de mudar o panorama registrado nos últimos dias. Todas as secretarias de Estado envolvidas participarão ativamente da construção da proposta.

Na última quinta-feira (31), o Batalhão Escolar finalizou a implementação do WhatsApp nas 14 coordenações regionais de ensino da rede pública. O grupo do aplicativo tem o objetivo de facilitar e agilizar a comunicação entre os coordenadores regionais e o Batalhão Escolar.

Sempre que necessário, os dirigentes, que têm contato direto com os gestores das escolas, poderão acionar a corporação diretamente pelo novo canal de comunicação, fazer sugestões e trocar experiências, na medida em que o plano for avançando.

*Com informações da Agência Brasília

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