Começou ontem, na Pista do Parque de Modelismo, no final da Asa Sul, a Copa das Américas de Automobilismo 2009. O treino de classificação será hoje e a final, domingo. O campeonato, promovido pela Associação Brasiliense de Pilotos e Praticantes de Automodelismo, tem entrada franca e começa às 9h. Para isso, foi montada estrutura com boxes, praça de alimentação, área de preparação, arquibancadas cobertas e banheiros químicos. O evento quer agregar valores e admiradores de esportes-motor e colecionadores, de todas as idades.
Segundo o diretor de provas do campeonato, Marcelo Duad, 37 anos, morador de São Paulo, ontem foi o dia que os pilotos tiveram para um treino livre, conhecer a pista e desenvolvimento de velocidade dos carrinhos. “O campeonato tem duas categorias: a 1/8, com carrinhos maiores e mais rápidos, e o 1/10, que são os carrinhos menores”, afirma.
De acordo com Duad, que está à frente do campeonato há três anos, a pista comporta de dez a doze carrinhos, dependendo do tamanho. “Hoje, quem der mais voltas, em menos tempo, larga na primeira posição”, explica. A competição, aliás, tem coisas parecidas com a Fórmula 1 de verdade. “Mas temos regras como: falar palavrão no box é proibido e uma das principais punições é o fato de um carrinho não poder encostar no outro na corrida. Se isso acontecer, o piloto já está desclassificado.”
Emoção demais
“É gostoso demais, emocionante”, descreve o campeão brasileiro de Automodelismo Flávio Elias, 23 anos, morador de São Paulo, pela paixão em pilotar as miniaturas. Flávio, estudante de Educação Física, conta que pilota há dez anos e que não faz outra coisa nos finais de semana. “Tudo começou quando passei em frente a uma pista de automodelismo, em São Paulo, com meu pai e brinquei com ele: “Um dia vou estar aí”. Meu pai comprou um carrinho pra mim, escondido da minha mãe, e ainda virou meu mecânico particular”, brinca o campeão.
E os carrinhos correm numa velocidade incrível. Dependendo do modelo, podem chegar a 120 Km/h. “Se dois carrinhos bateram de frente, já era o carrinho, por conta da velocidade”, afirma Flávio, que está em 25º lugar no ranking mundial e disputou o último campeonato, na Suíça, em agosto passado.
“Pratico automobilismo há 25 anos, mas, competindo, estou há sete anos. Comecei com um carrinho pequenininho. Ontem, fiz ajustes no motor e resolvi os últimos detalhes. Hoje é o grande dia. É um esporte divertido”, conta o empresário Jorge Carvalho Filho, 43 anos, da Asa Sul. Segundo ele, quanto mais lisa e plana for a pista, mais rápido fica o carrinho.
No domingo, o campeonato terá exposição de carros antigos, com a participação de integrantes do Veteran Car Club, encontro de motociclistas e outras atrações. Nos intervalos das corridas, a pista ganha um ingrediente especial. É jogado água com açúcar para segurar a sujeira e melhorar a aderência dos pneus, que são trocados a cada dez minutos.
O carrinho mais caro custa R$ 3,5 mil. O ganhador vai receber um troféu. O tanque de combustível comporta 125 ml de nitrometano e o carrinho deve ser reabastecido a cada cinco minutos durante a corrida.