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Brasília

Campeonato de Futebol incentiva interação entre adolescentes de Centros Socioeducativos

Arquivo Geral

18/01/2010 0h00

Nesta terça-feira (19), começa o 1º Torneio de Futebol de Campo entre as Unidades Socioeducativas promovido pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus), com intermédio da Subsecretaria de Justiça. O campeonato termina no dia 27 de janeiro, com a disputa final no Estádio Mané Garrincha, às 10 horas, com a presença dos adolescentes e  familiares.


O principal objetivo do torneio é promover a interação entre as unidades Socioeducativas e incentivar a participação dos internos no esporte. Durante o torneio, as partidas serão realizadas no Caje II (Centro de Atendimento Juvenil Especializado II), localizada na Fazenda Papuda. As disputas serão realizadas pela manhã e a tarde, com início programado para as 9 horas e às 14h30, respectivamente.


O torneio terá a participação de 90 adolescentes divididos em seis times, dentre eles: Caje I e Caje II, Ciago (Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras), Ciap (Centro de Internação de Adolescentes de Planaltina), Semiliberdade de Taguatinga Sul e Semiliberdade do Gama. 


O subsecretário de Justiça, João Marcelo Feitoza, acredita que este primeiro torneio de futebol de campo poderá ser uma grande oportunidade para os internos peladeiros, pois haverá técnicos olheiros da FIFA e dos times de Brasília nos jogos do campeonato.


O jogador Dadá Maravilha é um exemplo de que o esporte pode modificar a vida de adolescentes em regime Socioeducativo. Ele foi interno da Funabem (Serviço de Assistência aos Menores do Rio de Janeiro) e trocou o mundo dos furtos pelo futebol. Dadá, inclusive já incentivou e ministrou palestras contando sua experiência aos adolescentes em Centros de ressocialização do DF.


De acordo com o diretor de Reinserção Social da Subsecretaria de Justiça, Daniel Constantino, a expectativa é de que sejam organizados torneios de futebol pelo menos duas vezes ao ano. “É importante ocupar a mente dos adolescentes com o esporte e valorizá-los como cidadãos.”, disse Daniel.

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