O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da UnB discutiu nesta terça-feira, 21 de junho, a proposta de edital de contratação de uma consultoria em segurança. A empresa vencedora será responsável por mapear as área de maior risco dentro dos campi e desenvolver uma metodologia de atuação para a equipe de seguranças da universidade. O sistema de monitoramento da UnB, com 30 câmeras, já está em fase de instalação no campus Darcy Ribeiro. A Prefeitura afirma que os equipamentos irão funcionar a partir da primeira quinzena de julho.
A tecnologia do circuito de câmeras será a transmissão de vídeo por fibra ótica. Para transformar o sistema em realidade, foram necessários 22 quilômetros de fibra ótica, 3 quilômetros de escavações e 2 servidores de grande porte. A Central de Monitoramento receberá o sinal e transformará em arquivos digitais, possibilitando trabalhar com as imagens em tempo real. As imagens ficarão armazenadas por seis meses.
Para o tenente-coronel Leonardo Sant`anna, comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, as câmeras irão auxiliar no policiamento do campus. “Além de ser um elemento inibidor, a câmera ajuda a elucidar crimes. É possível saber quem fez e o momento exato”, afirma. “A partir da análise de risco, podemos montar um policiamento orientado para os problemas específicos”.
O prefeito dos campi, Paulo César Marques, explica que o funcionamento da UnB tem particularidades e que a consultoria irá cuidar da logística de implantação do sistema a partir de demandas da comunidade. “A gente quer que a empresa converse com a comunidade e entenda como é a UnB”, explica. A consultoria será escolhida a partir de licitação e terá 90 dias para elaborar o plano de segurança da universidade.
Uma audiência pública sugerida pelo Diretório Central dos Estudantes será realizada em 7 de julho para reunir demandas da comunidade e garantir que o sistema de logística e monitoramento dos campi reflita as necessidades de quem circula pelos quatro campi. “Tem muita coisa que acontece aqui e que é vista com outros olhos por gente de fora”, explica Vítor Guimarães, membro do DCE. Para o estudante, há peculiaridades político-ideológicas que podem não ser compreendidas por instâncias externas à UnB. “Na audiência pública, a comunidade vai dizer o que espera da universidade em termo de segurança”.
Quando a empresa concluir a consultoria, o que deve ocorrer no final de 2011, uma nova audiência pública será realizada para verificar se o plano de segurança contém as sugestões da primeira. “O plano é da universidade”, diz Vítor. “A consultoria está só ajudando”.