Apenas 70 dias depois de sua inauguração, o Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital Universitário de Brasília (HUB) já funciona a pleno vapor. “O Cacon já está trabalhando com 100% da sua capacidade instalada de tratamento oncológico não hematológico”, afirma o diretor do Centro, João Nunes. São feitos diariamente cerca de 30 atendimentos em consulta e 21 tratamentos de quimioterapia.
Os pacientes recebem palestras antes de começarem o tratamento, e contam com o apoio de psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais. A agilidade no atendimento foi reconhecida pelos usuários do serviço. Para Geová Diniz, caminhoneiro, a leucemia não é motivo para se render. Determinado em vencer o câncer, ele está muito grato pelo apoio do Cacon e do HUB. “O atendimento foi ótimo, tanto é que estou em remissão”, afirma. Segundo o paciente, “daqui para a frente é só fazer o acompanhamento da doença”.
No caso de Francineti de Oliveira, diagnosticada com câncer de mama há quase um ano, o tratamento da doença a trouxe a Brasília. Natural de Poços, na Paraíba, ela veio para a capital em busca de melhor atendimento. “Estou muito contente com o tratamento que recebo aqui. Desde os atendentes até os médicos, não tenho do que reclamar”, afirma.
“Parece até hospital particular”, brinca a prima Surama Gomes que sempre acompanha Francineti durante as sessões de quimioterapia.“O que ainda precisamos fazer no Cacon é realizar alguns ajustes funcionais e conseguir medicações imunobiológicas”, acrescenta a médica Martha Arruda.
Câncer Sanguíneo
O Cacon espera receber mais pacientes com câncer sanguíneo nos próximos meses. O centro está apto a receber um número maior de pacientes que o atual. O hospital ainda vai contratar mais dois médicos para manter o bom nível de atendimento no setor. “Nós estamos bem estruturados para tratar principalmente dos tumores do tipo linfoma”, diz o diretor do centro.
Segundo Marta Arruda, do setor de oncohematologia, uma semana é o prazo máximo para conseguir uma consulta no setor. “Quando eu cheguei, eram atendidos quatro linfomas por semana. Hoje em dia o numero de atendimentos caiu bastante”, comenta. A médica Flávia Piazera espera que mais pessoas venham a procurar o serviço. “Com a abertura do pronto socorro e os serviços que serão prestados no ambulatório, a tendência é que o volume de atendimento aumente”, especula.