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Brasília recebe encontro mundial para discutir como proteger o futuro no espaço

Secretário de Ciência afirma que sediar um encontro dessa dimensão amplia as conexões internacionais e aproxima Brasília de debates estratégicos para o desenvolvimento científico e tecnológico

Redação Jornal de Brasília

04/11/2026 15h21

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Os desafios da sustentabilidade espacial: o tema do evento realizado pela primeira vez no hemisfério sul e que coloca a capital federal no centro das discussões sobre o futuro da exploração espacial | Foto: Divulgação/Secti-DF

Brasília recebe, nesta quarta (4) e quinta-feira (5), o 8º Summit for Space Sustainability, encontro internacional que reúne cerca de 400 participantes para discutir os desafios da sustentabilidade espacial. Com apoio logístico e institucional da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), o evento acontece pela primeira vez no hemisfério sul e coloca a capital federal no centro das discussões sobre o futuro da exploração espacial, o crescimento da economia do setor e os riscos provocados pelo lixo espacial.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Moreira Vitorino, sediar um encontro dessa dimensão amplia as conexões internacionais e aproxima Brasília de debates estratégicos para o desenvolvimento científico e tecnológico. “Receber especialistas e instituições de diferentes países é uma oportunidade de fortalecer parcerias, compartilhar conhecimento e mostrar que Brasília também está conectada às grandes discussões que ajudam a construir o futuro da ciência e da tecnologia”, destaca. 

“Receber especialistas e instituições de diferentes países é uma oportunidade de fortalecer parcerias, compartilhar conhecimento e mostrar que Brasília também está conectada às grandes discussões que ajudam a construir o futuro da ciência e da tecnologia”Rafael Moreira Vitorin, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação

Um dos principais desafios discutidos é o aumento de objetos em órbita. Atualmente, cerca de 40 mil são rastreados, dos quais aproximadamente 11 mil são satélites ativos. A estimativa é de que existam mais de 1,2 milhão de detritos espaciais superiores a um centímetro, capazes de provocar danos graves a equipamentos.

Durante uma recepção no Planetário de Brasília, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Chamon, destacou que o problema já afeta o Brasil. “À medida que utilizamos mais o espaço e colocamos mais satélites e foguetes em operação, ele vai ficando poluído e congestionado. Nossos satélites já foram atingidos por lixo espacial. Por isso, é importante participarmos dessas discussões e das decisões sobre como utilizar o espaço”, afirmou.

O presidente da AEB também ressaltou que as novas gerações terão papel fundamental nesse cenário. Mesmo quem não trabalha diretamente com atividades espaciais depende de tecnologias como GPS, telecomunicações, aplicativos de transporte e previsão do tempo.

O Summit é idealizado e organizado pela Secure World Foundation, com coorganização da Agência Espacial Brasileira e apoio da Secti-DF. A participação da secretaria reforça o compromisso do Distrito Federal com a ciência, a tecnologia e a inovação, além de ampliar a presença de Brasília nas discussões internacionais sobre os desafios e as oportunidades do futuro. 

*Com informações da Secti-DF
 

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