Larissa Santiago
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Com pouca capacidade para atender a passageiros nos horários de rush e reclamações de passageiros que utilizam o serviço de táxi em Brasília, a Secretaria de Transportes do Distrito Federal faz estudo para avaliar a possibilidade de aumento de concessões de permissões para taxistas para que a atual frota, de 3,4 mil carros, consiga atender a demanda que virá com a Copa do Mundo de 2014.
Mas a categoria de taxistas não vê razões para aumentar a frota e garante que a atual quantidade de carros e motoristas é suficiente para atender o aumento do fluxo de passageiros previsto para os meses de junho e julho.
O Sindicato dos Permissionários de Táxis e Motoristas Auxiliares do Distrito Federal (SinpeTaxi) justifica que o problema não estaria no número de carros em circulação, mas na infraestrutura da cidade, que não comportaria o aumento da frota. Segundo a presidente do sindicato, Maria do Bonfim, hoje os motoristas não trabalham o tempo todo por falta de passageiro e que, durante a Copa, os carros que fazem parte da frota irão dar conta.
“Eu garanto que a frota que nós temos hoje suporta. Motorista hoje fica em casa com a família porque não tem corrida. Não falta táxi, falta passageiro”, defende. “A demanda de Brasília é atípica, não é todos os dias da semana que temos passageiros, mas nós temos carros suficientes para atender. O trânsito é que atrapalha. E não há a necessidade de aumento de frota para a copa do mundo”, completa.
O taxista Fábio Ribas, 29 anos, reitera: “O que temos é suficiente. Se forem colocados mais mil táxis nas ruas, serão mais mil táxis presos no trânsito”, acredita.
Apesar de sindicato e taxistas concordarem entre si, usuários do serviço questionam se esse número é mesmo suficiente para o aumento de demanda que irá ocorrer em 2014, pois hoje há larga demora no atendimento a clientes, principalmente em horários de pico.
“É difícil aparecer um táxi se não for feito o pedido. Eu acho que os carros disponíveis são poucos e esse número terá de dobrar durante a copa, pois muitos turistas vão vir à cidade”, pondera o comerciante Cícero Lopes, 52 anos.
O problema é que no horário de pico faltam taxistas para atender a demanda de toda a cidade. “Ontem eu pedi um táxi e ele demorou mais de 30 minutos para chegar onde estávamos e isso irá piorar bastante durante o evento”, diz Zélia Azevedo, 50 anos.
O taxista Jorge Luiz Germano, 60 anos, acrescenta que um aumento na frota pode resultar em ociosidade após o evento futebolístico. “A Copa só acontece durante um mês. Se tiver aumento de frota vamos fazer o que com os carros que sobrarem depois?”, questiona.
A Secretaria de Turismo do DF (SeturDF) não soube dizer a quantidade de turistas estimada a vir à capital em 2014, mas a assessoria do órgão informou que os 21 mil leitos de hotel disponíveis hoje na rede hoteleira brasiliense passará para 34 mil leitos até a data do evento.