Foi inaugurado nesta quarta-feira (1º), em Brasília, o primeiro Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista (Cetea) da região Centro-Oeste. Vinculado à Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) e com recursos da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o espaço funciona como um centro de pesquisas interdisciplinar e sem fins lucrativos.
Localizado na Estação 108 Sul do Metrô-DF, o Cetea reúne 25 pesquisadores e tem como objetivo desenvolver pesquisas científicas e clínicas, sistematizar dados epidemiológicos e contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). O centro também atua na capacitação profissional e na educação em saúde, com foco em melhorar a assistência aos pacientes atendidos no Distrito Federal.
Durante a inauguração, o diretor da ESP/DF, Demétrio Gonçalves, afirmou que o momento representa a consolidação de um compromisso institucional com o conhecimento, a formação de profissionais, a pesquisa e as pessoas que vivem no espectro autista e suas famílias. Ele também agradeceu o trabalho da equipe do Cetea.
A coordenadora do centro, Valdelice França, destacou a proposta de unir pesquisa e assistência para transformar o estudo em inclusão. Já a coordenadora de Inovação e Gestão do Conhecimento da Secretaria de Saúde do DF, Mabele Roque, afirmou que a criação do Cetea simboliza a capacitação dos profissionais para o manejo adequado do TEA e a produção de novas evidências para a saúde pública.
O evento também foi marcado por relatos de familiares e pessoas autistas presentes à solenidade. Cibele Lopes, mãe de três filhos autistas, disse que a criação de um espaço como o Cetea representa conhecimento, ciência e pesquisa séria. Fernando Pucci, autista e integrante da equipe do centro, afirmou que o propósito principal é tornar tudo mais claro e ampliar a inclusão. Marco Antônio Toccolini, representante da senadora Damares Alves, disse que a inauguração é um momento histórico e ressaltou a importância de melhores condições, evidências científicas e avanço nas pesquisas sobre o TEA.
*Com informações da Fepecs