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Brasília

Brasília é a quinta em número de cirurgias plásticas

Arquivo Geral

13/04/2017 7h00

Atualizada 12/04/2017 22h40

Aos 26 anos, Cecília quer se programar para uma quarta cirurgia plástica, a terceira no nariz. Foto: Myke Sena

Amanda Karolyne
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Mesmo com a crise, o Brasil ainda ficou em segundo lugar no ranking mundial de países que mais fazem procedimentos cirúrgicos. Com 1,5 milhão de cirurgias plásticas, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o País só está atrás dos Estados Unidos. A capital federal figura entre as cinco cidades brasileiras com maior número de intervenções dessa natureza.

Para a cirurgiã plástica Ivanoska Filgueira, apesar da situação econômica, o Brasil sempre foi um país muito ligado ao corpo e as pessoas resolveram investir nelas como prioridade financeira. Como um complemento das atividades físicas, principalmente as mulheres procuram pelo bisturi.

“Com uma primeira cirurgia realizada com sucesso, as pessoas perdem o medo e costumam voltar para fazer retoques”, garante. Mas destaca: “O percentual dessa insatisfação é pequeno e, quando existem sinais de excesso, nós percebemos”. Ivanoska acrescenta que o os homens também têm procurado pelos consultórios.

Depois de passar por duas cirurgias do nariz e ter colocado próteses de silicone, a contadora Cecília Albergaria, 26 anos, ainda deseja um terceiro procedimento cirúrgico no rosto. “Escutei que a Claudia Raia já fez sete cirurgias no nariz, então três ainda está bom”, brinca.

O bullying sofrido na adolescência a influenciou a optar pelas mudanças estéticas. Cecília tinha problemas de autoestima, e a primeira cirurgia foi decidida após ela acompanhar uma amiga no consultório.

A jovem ainda não realizou uma nova mudança no nariz por falta de tempo e porque, nas palavras dela, os procedimentos “não saíram menos de R$ 10 mil cada”. “Sou doida com relação ao meu nariz, mas é coisa de mulher, não é?!”, reflete.

Expectativa é aumentar ainda mais

A contadora Cecília Albergaria não é a única a desejar mudanças por meio da cirurgia plástica. Ela conta que muita gente na família também quer mudar algo no nariz, e, onde a jovem trabalha, a prótese de mama virou febre.

A cirurgiã Ivanoska Filgueira lembra que o Brasil é um país tropical, onde as pessoas mostram muito o corpo. Além disso, a consciência sobre atividade física e qualidade de vida tem levado a população a procurar os procedimentos da cirurgia. “Esse número vai aumentar conforme a expectativa de vida da população”, prevê. Entre as cirurgias mais procuradas, ela enumera a lipoaspiração e o implante de silicone.

A psicóloga Lia Clerot aponta que faz parte da natureza do ser humano fazer algo para se sentir melhor consigo mesmo e de gostar do que vê no espelho. “Mas aqueles que sempre estão em busca de uma mudança e nunca estão satisfeitos devem prestar atenção em algo mais profundo”, adverte.

Lia destaca que as pessoas precisam se aceitar. Portanto, a procura pela mudança não deve partir da pressão da sociedade, mas, se algo o incomoda desde pequeno, vale a pena mudar. Ela considera que hoje em dia há uma possibilidade maior de as pessoas cuidarem de si, o que é bom quando não há exagero.

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