A abertura da Copa das Confederações, no sábado (15), terá esquema reforçado de fiscalização. Um raio de dois quilômetros em volta do Estádio Nacional de Brasília será coberto para evitar a contrafação de marcas, o comércio irregular de rua, a publicidade ilegal e a atuação não autorizada dos guardadores e lavadores de carros.
“Brasília abre a Copa das Confederações dando exemplo às demais cidades-sede na eficiência do combate aos delitos. Durante todo o torneio, vamos manter os espaços públicos da Capital organizados”, garante o subsecretário de operações da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops), Carlos Alencar.
A Seops e a Agência Fiscalização (Agefis) planejam cobrir as imediações do estádio, todo o Eixo Monumental, o Shopping Popular, a Rodoviária do Plano Piloto e o Parque da Cidade.
Um total de 338 servidores, divididos em 68 equipes, serão empregados durante três turnos, desde 19h30 da sexta-feira (14) até o término das festividades, por volta da meia-noite do sábado.
A operação contará com um centro de comando na Torre de TV. De lá, o coordenador fará o controle e monitoramento das ocorrências e as repassará para as equipes.
Ambulantes
Duzentos vendedores ambulantes serão autorizados pela Coordenadoria das Cidades a trabalharem na área externa da arena, em locais determinados, durante o jogo. Após a partida, outros 120 estarão autorizados para a Esplanada dos Ministérios, quando acontecerão os shows.
A escolha dos vendedores ocorreu por meio de sorteio.
Se algum ambulante que não foi sorteado tentar vender mercadorias na área de restrição comercial terá o produto apreendido.
O material seguirá imediatamente ao depósito da Agefis, que fica no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Poderá ser recuperado após pagamento de multa e apresentação de nota fiscal.
“Flanelinha”
A fiscalização dos guardadores e lavadores de carro – que é de responsabilidade exclusiva da Seops – percorrerá os estacionamentos disponíveis para o público do jogo, como o do Parque da Cidade.
Será cobrada pela equipe a carteira de trabalho com o registro da profissão.
Em caso de irregularidade, o “flanelinha” será conduzido à 5ª delegacia de polícia.
Contrafação de marcas
A Fifa mantém um programa de proteção às marcas que patrocinam a Copa das Confederações (2013) e a Copa do Mundo (2014).
O principal objetivo é assegurar os direitos comerciais da entidade, a fim de evitar a concorrência desleal, o marketing de emboscada e a pirataria ou contrafação de produtos durante o período das competições.
Nos dois quilômetros de restrição comercial, nenhum produto não licenciado que faça alusão ao campeonato – como bolas de futebol, taças ou símbolos do evento – poderá ser vendido.
O mesmo vale para as mercadorias falsificadas.
Cambistas
A partir da estratégia adotada pela Fifa em disponibilizar ingressos nominais e com dados da partida, o trabalho de fiscalização de cambistas será facilitado.
Se for verificada alguma incidência, como ingressos falsificados, a Seops fará a abordagem do cambista e acionará a Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPim).
Publicidade
Faz parte do planejamento dos órgãos do GDF e da exigência da Fifa a fiscalização do marketing de emboscada.
Essa estratégia promocional de empresas não autorizadas pela entidade pode ser identificada em distribuição de materiais promocionais, uso de uniformes ou fantasias e materiais publicitários fixados ou em trânsito.