Ocrescimento no número de mortes por afogamento no Distrito Federal levou o Corpo de Bombeiros a intensificar a fiscalização no Lago Paranoá. Com a Operação Férias, 20 militares especializados em prática de salva-vidas e em mergulho estão fazendo rondas nas áreas consideradas mais perigosas aos banhistas para evitar tragédias e conscientizar sobre os perigos mais frequentes.
Entre 2008 e 2009, aumentou em 7% os casos fatais de afogamento em todo o Distrito Federal. No ano passado foram 45 mortes, três a mais do que no anterior, quando 42 pessoas perderam a vida por esse motivo. O comandante do 1º Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros do DF, tenente-coronel Williman Costa da Silva, disse que a maior parte dos óbitos acontece no Lago Paranoá. De 2007 a 2008 o salto de mortes por afogamento foi de 10%. Passou de 38 para 42 registros em todo o DF. “As ações de despoluição da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do DF) têm incentivado as pessoas a verem o lago como um lazer”, analisou o tenente-coronel.
Somente neste mês de janeiro já são quatro as vítimas, três delas no Lago Paranoá. A última foi Vagner Pitambeiro de Souza, de 29 anos. Ele morreu no dia 18, em frente à Prainha do Varjão, no Setor de Mansões do Lago Norte. Tinha ido ao lago para pescar com um amigo. O barco em que estava virou e ele não conseguiu nadar para a margem.
O tenente-coronel Williman Costa da Silva explicou que o Corpo de Bombeiros vai contar com três lanchas, dois jet skis e três viaturas para as rondas. “Se for necessário, em situações de extrema urgência, podemos mobilizar um helicóptero para socorrer vítimas ao hospital”.
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