Acostumados a salvar vidas, os bombeiros do DF foram acionados para mais uma ocorrência na noite dessa sexta-feira (17), na QNO 19, em Ceilândia. Na ocasião, uma mulher de 38 anos entrava em trabalho de parto. No entanto, um detalhe chamou a atenção da corporação: ela não sabia que estava grávida e, após sentir dores abdominais, resolveu se automedicar, resultando em um aborto não intencional.
Com a ajuda dos bombeiros, o bebê, do sexo feminino, nasceu com apenas 20 semanas de gestação. De acordo com relato dos militares, a pequena já estava toda formada, inclusive com cabelos e unhas, somente o pulmão não apresentava estar bem maduro. Como a mãe não fazia os exames de pré-natal por jamais imaginar estar grávida, alguns fatores surgiram para complicar a situação, uma delas foi que a criança veio ao mundo através de apresentação pélvica, exigindo do Sgt Barreiro, chefe de equipe no atendimento, muito conhecimento e destreza, pois esse tipo de parto muitas das vezes podem levar a óbito tanto criança, quanto a mãe, se não forem logo assistidos.
O bebê, por ser muito pequeno, facilitou toda a operação. Todos os procedimentos foram realizados para o sucesso no atendimento, porém, algo parecia estar errado, pois logo após o nascimento, a criança não respondia aos estímulos à que era submetida. Todos os presentes estavam assustados pela surpresa do fato e choravam a perda, quando, mais uma vez o Sgt Barreiro, com sua experiência de 30 anos de efetivos serviços, colocou em prática todos os seus conhecimentos, aspirou as vias aéreas, clipou o cordão umbilical, aqueceu o bebê, e, por fim, como último recurso naquela instância, buscou através do estímulo doloroso as resposta que buscava, quando ouviram então o choro do bebê que emocionou a todos, inclusive a guarnição.
Em seguida, realizaram a oxigenoterapia até a entrega da mãe e da criança em perfeito estado de saúde à equipe médica do centro obstétrico do Hospital Regional de Ceilândia, que já estava pronta para recebê-las.