Menu
Brasília

Bom demais

Arquivo Geral

08/09/2016 13h24

Não, não está tudo resolvido. Longe disso. E, também não, não temos uma equipe definida para que possamos dizer que a vaga para a Copa do Mundo na Rússia, em 2018, já está assegurada. Mesmo assim, apesar de todos os “não”, eu estaria sendo falso se dissesse que a seleção brasileira não evoluiu e, principalmente, que os resultados das duas últimas rodadas das eliminatórias da América do Sul para o Mundial (principalmente a de terça-feira) não foram boas para nós. Tanto foram que, de sexto lugar, pulamos para a segunda colocação e, hoje, poderíamos festejar mais uma participação em Copas.

O gol de Miranda, logo no início do jogo contra a Colômbia, em Manaus, ajudou muito, vamos falar a verdade. Se a Colômbia planejava forçar a mão na marcação e, quem sabe, aproveitar-se de uma possível intranquilidade da equipe de Tite, tudo foi por água abaixo logo nas primeiras jogadas. Em vantagem, o Brasil pode fazer o que achava ser necessário para faturar os três pontos. Levou um susto, é verdade, mas o gol de Neymar, que acabou garantindo a vitória, deu ares de verdade ao confronto.

Aliás, antes de prosseguir, um parênteses: Neymar, apesar de algumas derrapadas (totalmente desnecessária a entrada que deu lá pelo meio do campo), mostrou-se mais maduro, menos fominha. Assim lucrarão ele e, principalmente, a seleção brasileira.
Mas, como escrevi, a rodada foi excelente para a seleção brasileira. Além da sua vitória, fundamental, lucramos com o tropeço da Argentina diante da Venezuela – quem poderia esperar que os venezuelanos, que haviam conquistado apenas um ponto até então, chegariam a marcar 2 a 0 sobre a Argentina? O empate, no fim das contas, acabou sendo muito bom para o time de Edgardo Bauza – que sentiu, muito, muito mesmo, a ausência de Messi.

E, com a até então líder Argentina tropeçando feio na Venezuela, o caminho se abriu para o Uruguai tomar a ponta. Claro que ninguém esperava que fosse tão fácil chegar à goleada sobre o Paraguai, mas a atuação de Suarez (muito bem assessorado por Cavani) acabou com a equipe paraguaia. Com isso, o Centenário viu, mais do que os quatro gols de sua seleção, a Celeste Olímpica assumir o primeiro lugar e firmar-se como uma das favoritas às vagas do continente para o Mundial. Vamos falar a verdade? Uruguai, Argentina e Brasil provavelmente garantirão suas vagas com algumas rodadas de antecipação. Eu aposto em pelo menos duas. Podem me cobrar mais adiante.

Se é verdade que as equipes sul-americanas que já conquistaram Mundiais parecem estar sobrando, a quarta vaga vai provocar emoções até o fim. O Chile parece não ter assimilado bem o inesperado papel de destaque no futebol do continente após a conquista de duas Copas Américas consecutivamente. Hoje, os chilenos ocupam um modesto sétimo lugar nas eliminatórias. Menos mal que a distância para o quarto lugar, da Colômbia, é de apenas dois pontos, mas entre o Chile e os colombianos temos o Equador (quinto, com os mesmos 13 pontos dos colombianos) e o Paraguai (sexto, com 12 pontos ganhos). Na nona rodada, no início de outubro, teremos o confronto direto entre Equador e Chile. Vai sair faísca, com certeza.

Já tendo falado, ou melhor, tendo dado uma rápida comentada nos rivais, voltemos a falar do Brasil e a justificar o título da coluna de hoje. Que diferença faz um time de futebol jogando com alegria, não é mesmo? Repito que ainda temos muito o que evoluir, mas pode-se perceber como os jogadores estavam mais leves, menos tensos, sabendo o que fazer mesmo quando a Colômbia pressionou – o que demorou um pouco, é bem verdade. Quando pressionados, nossos jogadores não se importavam em recuar a bola para remontar a parte ofensiva da equipe, “girando” o jogo, como se diz na gíria dos boleiros.

Para finalizar nosso papo de hoje (amanhã a gente conversa sobre os jogos do Brasileiro de ontem), estranho ver tantos lugares vazios na Arena da Amazônia quando a CBF informou que os ingressos estavam praticamente esgotados. Não sou daqueles que gosta de dar preço no trabalho dos outros, muito menos nos shows. Mas que vale a pena dar uma olhada nos preços para o jogo na Arena das Dunas, em outubro, contra a Bolívia, sem dúvida que vale. Melhor ter a casa cheia, a galera ajudando, do que faturar uns trocados a mais. É a minha opinião, é claro.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado