O GDF recebeu nesta quinta-feira (1) do Banco Mundial (Bird) R$ 50 milhões referentes à primeira parcela do acordo de U$$ 130 milhões (cerca de R$ 250 milhões) firmado no mês passado em Washington, nos Estados Unidos. Os recursos fazem parte da linha de crédito Swap e serão aplicados na educação, na saúde e no transporte.
Com a liberação do dinheiro, o Bird reconhece que uma parte dos objetivos propostos pelo GDF foi alcançada nos últimos 12 meses . “Graças à eficiência na gestão conquistamos essa linha de financiamento e não será preciso reajuste no valor do IPTU”, ressaltou Arruda.
Nesta quarta-feira (30), o governador anunciou que os impostos sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Veículos Automotores (IPVA) e Limpeza Pública (TLP) não serão reajustados no ano que vem. Os valores cobrados serão os mesmos de 2009.
O empréstimo concedido pelo Bird faz parte do DPL (Development Policy Loan), programa criado pela instituição financeira para premiar as administrações que alcançam objetivos em áreas importantes para o desenvolvimento de uma cidade.
De acordo com o secretário de Planejamento, Ricardo Penna, as outras parcelas serão repassadas ao governo local até 2012, totalizando os US$ 130 milhões. O financiamento também será usado para complementar os projetos do VLP (Veículo Leve sobre Pneus) e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
“O montante de R$ 50 milhões será investido, por exemplo, na redução do tempo de atendimento nos hospitais, na expansão do metrô e nas escolas que oferecem educação integral”, explicou Penna.
O Swap é uma linha restrita diferente dos padrões convencionais que só foi concedida a outros dois governos: o do Ceará e de Minas Gerais. Em cada localidade, o Banco Mundial cria metas de acordo com a realidade da gestão. No DF, as regras foram definidas para a melhoria dos serviços de saúde, educação e transporte.
O GDF também assinou um contrato com a Fundação Getulio Vargas (FGV) para análise das despesas de custeio. “O governo gasta muito com compras, porque para nós o preço é muito alto. Com isso, a FGV indicará os menores preços e vamos economizar ainda mais”, explicou Arruda.