Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@jornaldebrasilia.com.br
A partir desta terça-feira (1º), os 167 Centros de Formação de Condutores (CFC) da capital deverão se adaptar à regra que exige o uso de simuladores de direção nas autoescolas. A medida, estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito, determina que os novos motoristas terão de passar primeiro pelo simulador antes de começar as aulas práticas em veículos.
Saiba mais
- A exigência dos equipamentos não será válida para pessoas com deficiências, cujos veículos dependem de adaptação. A realização das aulas em simulador para esses casos ainda será regulamentada pelo Contran.
- Em nota, o Detran informou que aqueles que não possuírem o espaço ou que não puderem adquirir o equipamento, poderão compartilhar o simulador em outra instituição credenciada pelo órgão. A autarquia já realiza fiscalizações.
Das 25 horas de aulas práticas, cinco deverão ser dedicadas ao simulador, sendo que pelo menos uma hora deve estar no modo noturno. As aulas no simulador devem ocorrer após a realização das aulas teóricas e contarão com um instrutor exclusivo.
O proprietário da autoescola Líder, Daniel Silva Oliveira, de 36 anos, contou que a escola já possui o simulador desde 2012 – época em que já se falava sobre o uso da ferramenta para as aulas. “Agora, temos três simuladores. O primeiro comprei há quatro anos, os outros dois comprei na semana passada”, comenta. Daniel não enfrentou dificuldades para adquirir o equipamento, que ainda está nas últimas fases de instalação.
O empresário acredita que o mecanismo veio facilitar para os novos candidatos a motoristas, que poderão ter mais desenvoltura na hora de pegar um veículo. “Para quem é leigo, que nunca pegou em um automóvel, o simulador é muito importante, pois o que você faz em um carro parado, como controle de embreagem, marcha, ferramentas do painel, você vai poder aprender no simulador”, explica Daniel Oliveira.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Veículos Automotores do DF (Sindauto), Francisco Joaquim Loyola, o custo do curso pode variar de R$ 300 a R$ 350 a mais no valor final. “Mas o preço é livre. Cada autoescola vai cobrar aquilo que for de acordo com os custos do equipamento”, esclarece.
Loyola destacou também que todos os Centros de Formação já estão equipados. “Os simuladores já foram instalados e conseguem suportar a demanda do Distrito Federal. Caso venha a aumentar, nós vamos colocar mais equipamentos”, observa o presidente do Sindauto.