Carlos Carone
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Um suposto esquema criminoso, que iria muito além da frota de ônibus irregulares do Distrito Federal, contaminaria também o sistema de bilhetagem eletrônica do serviço de transporte público coletivo. Investigações envolvendo a empresa Fácil teriam identificado indícios de que, durante um período de pelo menos dois anos e três meses, cerca de R$ 2 milhões mensais deixaram de cair nas contas do DFTrans para percorrer um caminho suspeito, ainda não identificado pela polícia.
A constatação faz parte de uma auditoria realizada pela Secretaria de Transparência do GDF. Entre o período de fevereiro de 2008 e maio do ano passado houve um rombo estimado em R$ 11,2 milhões provocado pelo suposto desvio de recursos. O dinheiro deveria ser repassado todos os meses pela Fácil para o pagamento de uma taxa mensal de 3,8% cobrada pelo DFTrans. O balanço das supostas irregularidades, que consta no relatório da auditoria, foi obtido pelo Jornal de Brasília.
A documentação aponta indícios de que, no período investigado, ocorreram casos em que nem um centavo foi repassado ao DFTrans, que costuma usar o dinheiro para incrementar o trabalho de fiscalização dos serviços prestados pelas empresas de ônibus. Nos meses de fevereiro e maio de 2008 não houve qualquer tipo de repasse.
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