A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) começou, nesta segunda-feira (20), o trabalho de combate à dengue. Cerca de 180 auditores fiscais participam de um curso de capacitação, que termina nesta terça-feira (21), para a prevenção e combate ao foco do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, em todos os canteiros de obras, incluindo aquelas abandonadas.
O curso, oferecido pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde, tem o objetivo de prevenir a população do para o período das chuvas que se aproxima. No seminário, os auditores fiscais recebem dicas para orientar os responsáveis pelas obras de como proceder para evitar o surgimento de criatórios e focos de larvas do mosquito, que se reproduzem onde há água parada.
Segundo a diretora Geral da Agefis, Bruna Maria Pinheiro, a Agência vistoria centenas de obras por mês. Essa ação é positiva para mostrar o papel da fiscalização de obras na protenção da cidade. “A maioria dos canteiros de obras que não estão em condições adequadas para evitar o mosquito é por falta de orientação”, explicou a diretora. Para ela, o curso é importante não só para os auditores, mas também para toda a comunidade.
O auditor da Agefis, Rogério Ungarelli Borges, disse que aprendeu algumas novidades e medidas para evitar a proliferação do mosquito, mas o importante é conscientizar a população. Rogério explica que essa ação pode também ser feita por auditores fiscais. “É importante os auditores tomarem conhecimento da prevenção para evitar a proliferação do mosquito da dengue”, avaliou.
Plano de prevenção
O curso faz parte do Plano de Ação de Prevenção e Controle da Dengue 2010/2011, lançado em julho. O plano contará com ações integradas, com a participação de agentes de vigilância sanitária, militares, membros do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Novacap, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), médicos, enfermeiros, da própria comunidade, além da Agefis.
O plano de ação contará também com uma mobilização social e institucional. O Sindicato da Construção Civil, a Associação dos Carroceiros, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio) e empresas do ramo de pneus devem participar do plano de combate ao mosquito.