Menu
Brasília

Assaltos a mão armada preocupam comunidade da UnB

Arquivo Geral

23/09/2010 21h08

A presença de bandidos armados no campus da Universidade de Brasília tem preocupado a comunidade, a administração e a Polícia Militar. Só nos últimos 20 dias, uma aluna e uma professora do Instituto de Psicologia (IP) estiveram sob a mira de pistolas. Informações da Prefeitura revelam que, desde julho, pelo menos outros três casos semelhantes foram registrados na UnB. PM e segurança interna anunciam reforço do policiamento e da ronda para conter onda de crimes violentos na região. 

Por volta das 20h da última segunda-feira, 20 de setembro, uma estudante de Psicologia deixou o estacionamento do ICC Sul rumo a Avenida L3. Sozinha, ela seguia de carro pela via que passa ao lado do prédio Multiuso II quando se viu emparelhada por um carro preto de vidros fumê, de onde um homem armado gritava: “Ou para ou morre! Ou para ou morre!”. Fechada pela dupla de criminosos, a aluna do 10º semestre engatou a ré e fugiu, mesmo sob a mira do revólver.

“Só depois fui pensar que eles podiam ter atirado. Agi por instinto”, conta a jovem de 22 anos, que preferiu não se identificar. Indignada, ela lembra da passividade dos policiais que estavam a menos de 500 metros do local. “Tinha uma viatura parada. Eu buzinei, dei farol alto, mas eles não se mexeram até eu chegar para pedir ajuda”, detalha. Por temer ser reconhecida pelos bandidos ela trocou de carro com familiares. “Ninguém merece passar por isso, ainda mais na UnB”, lamenta a estudante.

Dezoito dias antes, em 2 de setembro, uma professora grávida de oito meses teve uma pistola apontada para o rosto pouco antes de bandidos levarem seu carro do ICC Sul. Em 7 de julho, dois homens armados roubaram notebooks e cartões de crédito depois de amarrarem oito funcionários no canteiro de obras da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação (FACE). No dia 21 daquele mesmo mês, um assaltante levou R$ 5 mil da agência do BRB do campus da UnB.    

PREOCUPAÇÃO – O prefeito do campus, Paulo César Marques, reconhece a onda de crimes violentos na universidade. “Até poucos meses atrás esse tipo de caso era raro, mas de uns tempos para cá têm se tornado freqüentes”, avalia. Professor da UnB há 17 anos, Marques afirma que a solução para o problema depende de uma ação mais efetiva da PM no campus. “Nós não temos e não queremos ter segurança armada aqui. Por isso, o enfrentamento com os bandidos fica impossível”, explica.

De acordo com o soldado Clebson Nogueira, a região da UnB tornou-se uma das prioridades do 3º Batalhão da Polícia Militar (Asa Norte) nos últimos meses. “Há um mês colocamos uma viatura exclusiva para a universidade por conta do aumento da criminalidade”, observa. Apesar da falta de efetivo e de viaturas, o Batalhão prepara um plano para intensificar a presença da polícia no campus. “Estamos em reuniões freqüentes com representantes da universidade para escolher as melhores estratégias”.

 
Hoje a UnB conta com cerca de 50 vigilantes por turno, entre terceirizados e funcionários do quadro. Paulo César garante que as rondas serão intensificadas imediatamente, principalmente nos estacionamentos, para complementar o trabalho da polícia. “Vamos colocar um vigilante fixo na extremidade Sul do ICC, onde ocorreram a maior parte dos casos”, disse. “Mas esse trabalho é de prevenção. Dependemos da segurança pública para uma solução efetiva”, completa.    

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado