Divergências sobre a forma de conduzir a defesa do governador afastado, Josè Roberto Arruda, provocaram a saída de quatro advogados da equipe. José Gerardo Grossi, Nabor Bulhões, Eduardo Alkmin e Eduardo Ferrão renunciaram oficialmente ao caso em carta endereçada a Arruda. A defesa pasa agora a ser integralmente exercida pelo advogado Nélio Machado e sua equipe. Uma das causas apontadas para o afastamento dos advogados, todos de Brasília, seria a condução das negociações para o afastamento defintivo de Arruda do governo, como forma de faciltar a soltura do governador afastado.
A estratégia planejada pelo criminalista Nélio Machado é de que Arruda não voltará a assumir o governo mesmo com a possibilidade de uma resposta positiva do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o julgamento do mérito de seu habeas corpus, que deve ocorrer na próxima quinta-feira. Essa seria a carta que o advogado tem na manga para tentar conseguir a liberdade de seu cliente.
O objetivo da defesa é sensibilizar os ministros do STF mediante a promessa de que Arruda se mantenha afastado do governo até o fim do mandato e, assim, ficaria, pelo menos em tese, sem poderes para intervir nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.
De acordo com Nélio Machado, Arruda disse não ter condições emocionais para comandar o GDF. “Mesmo se for solto, ele não volta ao governo. O governador já tomou essa decisão por não ter estrutura emocional para a terminar a tarefa que começou”, disse o advogado.
Ontem à noite, após visitar Arruda na Superintendência da PF, Machado lembrou que ainda não existe nenhum documento elaborado por ele e o governador afastado sobre o seu desligamento permanente do governo. “Quando for necessário faremos essa carta, no entanto, existe essa iniciativa e a palavra dele e a minha já valem para firmar esse compromisso com a Justiça”, afirma.
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