Até começarem os jogos finais da Copa do Brasil, dia 23 de novembro (a volta será dia 30 e a ordem dos mandos será sorteada hoje, às 9h, na CBF), três rodadas do Brasileiro serão realizadas. Sendo assim, é bem provável que os rumos da principal competição do calendário nacional já estejam definidos. Para não tornar enfadonho para o leitor, detalharei apenas os jogos de Palmeiras, Atlético Mineiro e Grêmio – o primeiro, líder do Brasileiro até agora; os demais, lutando pelo título da Copa do Brasil.
O Verdão enfrentará, pela ordem, Internacional (ainda em luta contra o rebaixamento), o Galo e o Botafogo; o alvinegro mineiro terá pela frente o Coritiba (também ainda com riscos de Z-4), o próprio Palmeiras, conforme já citado, e o até lá irremediavelmente rebaixado Santa Cruz; ao Grêmio cabem, nas próximas rodadas anteriores à final, o Sport, o São Paulo (outro que luta contra a degola) e o América Mineiro (também já rebaixado na data do confronto). Claro que, para tornar mais fácil a compreensão, deveria citar os demais confrontos, mas aí cresceria demais a avaliação e poderíamos nos perder.
O que importa, efetivamente, é que tanto o Atlético Mineiro, quanto o Grêmio, jogarão na Copa do Brasil não apenas a conquista de um título importante. As duas equipes lutarão para assegurar um lugar diretamente na fase de grupos da Libertadores da América, o que representa prestígio e, principalmente, dinheiro na conta. Por isso, é bem provável que as duas equipes passem a fazer do Brasileiro, a partir de agora, um grande campo de experiências, ou melhor, um campo de treinamentos de luxo para a decisão.
O Galo caiu para o quarto lugar e, apenas com uma vitória sobre o concorrente direto Palmeiras pode sonhar em subir. Mesmo assim, um provável triunfo ajudaria muito mais a Flamengo e a Santos do que a ele, efetivamente. O Grêmio, hoje, com muita esperança pode sonhar com um lugar no G-6, aquela vaga que classifica para a pré-pré-Libertadores (agora são dois adversários antes de chegar aos grupos). Vale ou não a pena dedicar-se com total atenção à decisão da Copa do Brasil?
Além do mais, e é sempre bom lembrar isso, há 15 anos o Grêmio não conquista qualquer título importante. Há nove não participa de uma decisão nacional. O Atlético Mineiro está na fila há menos tempo: há dois anos faturou exatamente a Copa do Brasil, e em cima do Cruzeiro, seu maior rival. E já que falamos em Cruzeiro…
Enquanto a Raposa não demonstrou grande interesse em mudar o rumo da prosa da primeira partida da semifinal, quando foi derrotada em Belo Horizonte por 2 a 0 pelo Grêmio, deve-se louvar o empenho do Internacional, que mesmo com vários reservas foi para cima do Galo e por pouco não conseguiu levar a vaga para o Sul, o que transformaria a final num Gre-Nal. Deve estar feliz a nação Colorada. Resta saber agora como jogarão os dois eliminados – com outros interesses, vivem as mesmas armadilhas de Atlético Mineiro e Grêmio, só que tendo de dar total atenção ao Brasileiro para não sofrerem o dissabor de uma queda.
É a Chape
Dois jogos, dois empates em 1 a 1 e definição dos finalistas apenas dia 23, data das partidas de volta. Assim podemos definir os jogos semifinais da Sul-Americana, realizados terça-feira e quarta-feira. O Cerro Porteño não fez valer jogar em casa e não passou pelo Atlético Nacional, da Colômbia (menos mal que, na segunda partida, Borja, o artilheiro dos colombianos, não jogará – foi expulso). Na partida entre San Lorenzo e Chapecoense, o time argentino saiu na frente, mas a Chape foi buscar o empate.
O jogo de volta, na Arena Condá, onde a equipe do Oeste catarinense se mostra quase imbatível, poderia “dar a certeza” da vaga na final para a Chapecoense. Só que não é bem assim. Quando conquistou, finalmente, a sua Libertadores, o San Lorenzo sempre decidiu fora de casa. E acabou campeão. De qualquer forma, acho bom a Chapecoense marcar logo os pontos que ainda precisa para se livrar de qualquer ameaça no Brasileiro para poder se dedicar integralmente à sua aventura continental. E, quem sabe, garantir mais uma vaga para o Brasil na Libertadores de 2017.
Renascer
Ganso finalmente estreou no Sevilla, na Liga dos Campeões. E sua atuação foi digna dos maiores elogios pelos jornais espanhóis. Atuando no lugar do francês Nasri, Ganso foi chamado de “comandante” e teve sua atuação resumida como “de pura fantasia”. Claro que a fragilidade do Dinamo de Zagreb, adversário do Sevilla, ajudou. Mesmo assim, não há como negar que, para o futebol brasileiro, se Ganso voltar a ser o jogador do início da carreira, no Santos, todos lucraremos – já imaginaram ele com Neymar e Gabriel Jesus?