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Brasília

Após sete meses, desemprego para de crescer no DF

Arquivo Geral

31/05/2017 7h00

Atualizada 30/05/2017 22h55

Foto: Manoel Lira

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Depois de sete meses seguidos de alta, a taxa de desemprego parou de crescer no Distrito Federal. Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a taxa de desempregados avançou assutadoramente de 17,2% para 20,7% da população economicamente ativa (PEA), entre setembro do ano passado e o último mês de março. Hoje, a PEA é de, aproximadamente, 1,6 milhão de brasilienses. Mas em abril, a criação de novos postos de trabalho e o reaquecimento da construção civil colocaram um pé no freio nesta agonia, estabilizando o índice em 20,5%. O desemprego ainda aflige 336 mil pessoas, mesmo quantitativo da última edição do mapeamento. Mas a estabilização é um sinal positivo de alívio para o cenário econômico.

Entre março e abril, foram gerados 14 mil novos postos de trabalho no DF. Deste total, a maior parte das vagas nasceu da retomada das atividades da Construção Civil. O setor abriu 8 mil postos de trabalho, saltando de 59 mil pessoas para 67 mil. O Comércio gerou 2 mil novas vagas, empregando agora 229 mil brasilienses. As áreas da industria e de serviços ficaram estáveis no período, ocupando respectivamente 45 mil e 939 mil trabalhadores. Na contramão dos indicadores positivos, a Administração Pública perdeu 4 mil empregos, encolhendo de 178 mil pessoas para 174 mil.

Na análise por região administrativa, o desemprego ficou estável e também apresentou ligeiras quedas na maior parte das cidades do DF. Por outro lado, a taxa de desempregados apresentou alta em locais de media e baixa renda, mais precisamente, Brazlândia, Ceilândia, Planaltina, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, SIA, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião.

Empregado pelo reaquecimento da Construção Civil, o ajudante de hidráulica Miguel Jerônimo da Silva, 38 anos, trabalha em uma obra no Noroeste. Após passar por meses de trabalho incertos sem carteira assinada, ele espera que a crise econômica esteja começando a dar adeus, mesmo com o terremoto político nacional.

Saiba mais

  • No que se refere à carteira assinada, entre março e abril deste ano houve o aumento de 6 mil trabalhadores fichados. Conforme a PED, o contingente de pessoas sem carteira avançou 4 mil postos. O número de autônomos passou de 180 mil para 185 mil. Empregados domésticos reduziram ligeiramente de 86 mil para 85 mil.
  • Na análise entre abril de 2016 e abril de 2017, a taxa de desemprego saltou de 17,5% para 20,5%. Isso implica, em termos absolutos, no aumento de 67 mil desempregados.

Qualificação vai receber investimento

Do ponto de vista do secretário adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour, a reação positiva da economia é resultado dos esforços intensivos do governo Rodrigo Rollemberg (PSB) e da retomada dos investimentos da iniciativa privada. “A tendência agora de equilibro na taxa de desemprego. Finalmente atingimos um ponto de neutralidade no desemprego. Acho que agora o cenário é bastante esperançoso, de verdade”, resume.

No ano passado, enquanto a crise ganhava força, o governo apostou na qualificação. Ao longo de 10 meses, 12 trabalhadores foram qualificadas ao custo total de R$ 340 mil. “Foi um custo ínfimo de R$ 29 por pessoa. Governos passados gastavam R$ 7 milhões, R$ 8 milhões para fazer projetos semelhantes”, comenta Jarjour. O governo já concedeu R$ 2,2 milhões de crédito para microempreendedores. Para este ano, o Buriti deverá injetar mais R$ 11 milhões para atividades rurais e urbanas.

Segundo o secretário adjunto, o GDF retomou, via Secretaria de Gestão de Território e Habitação, as obras públicas e busca desburocratizar os entraves para a Construção Civil. Por isso, o mercado de venda de imóveis está acelerado. Caso novos empreendimentos não sejam iniciados em breve não haverá novas unidades disponíveis para compradores.

A projeção positiva perde força em função da instabilidade gerada pelo novo escândalo nacional que coloca em xeque o governo do presidente Temer (PMDB), gerado pela delação dos executivos da JBS e da J&F na operação Lava Jato. Para o secretário, a única solução para esta questão é intensificar as ações para reaquecer a economia.

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