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Há três anos o governo do Distrito Federal promete trocar os prontuários de papel por um sistema de saúde informatizado, mas apenas quatro dos 15 hospitais da rede pública possuem esse novo sistema.
Os quatro hospitais informatizados são o da Asa Norte, Samambaia, Brazlândia e Guará. Seis estão em fases diferentes de implantação do sistema e em cinco hospitais, nada foi feito, como é o caso do Hospital Regional de Taguatinga.
A empresa responsável pela informatização dos hospitais é a Intersystems. O acertado era implantar os prontuários nos computadores até maio deste ano, mas o serviço não ficou pronto e o contrato foi prorrogado até dezembro. A empresa informou que a prorrogação do contrato não foi cobrada.
A Intersystems foi investigada na operação Caixa de Pandora. De acordo com o relatório final da CPI da Codeplan, ela foi citada no inquérito como integrante do sistema de distribuição de propina.
O GDF justificou a contratação dizendo que a empresa foi citada no inquérito, mas não foi condenada e que a manutenção do contrato foi autorizada pelo Tribunal de Contas.
O governo informou ainda que uma nova empresa será contratada para digitalizar todos os prontuários. O processo vai começar pelo Hospital de Base, que tem 1,7 milhão de pastas.