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Brasília

Alunos enfrentam novos problemas com o Passe Livre Estudantil

Colaborador JBr

08/02/2017 20h44

Foto: Myke Sena

Joyce Coelho
joyce.coelho@jornaldebrasilia.com.br

Além das longas filas que estudantes da rede pública e particular do Distrito Federal vêm enfrentando desde 1º de fevereiro, novos problemas têm assombrado a vida de quem precisa resolver suas pendências com o Passe Livre Estudantil (PLE). Na tarde desta quarta-feira (8), o sistema para validar o cartão no posto da Galeria dos Estados ficou fora do ar por cerca de 40 minutos, o que revoltou os que já aguardavam há horas para serem atendidos. Além disso, alguns alunos reclamaram que seus cartões novos simplesmente não funcionavam, alegando que ao aproximá-los dos validadores (leitoras de cartões) nem ao menos a mensagem de “status vencido” é mostrada na tela.

Pela quarta vez seguida, a estudante Edite de Carvalho, de 28 anos, enfrenta a fila para tentar buscar soluções para esse problema. “Paguei pela segunda via e quando fui usar, não funcionou. Não apareceu nada, nenhuma informação. É como se não existissem dados gravados no cartão”, conta. “Agora, eu me pergunto: o cartão é novo e não funciona? Preciso de uma resposta, já tem quatro horas que estou nessa fila. Está difícil, moro sozinha aqui em Brasília e já gastei o que eu tinha e o que não tinha com passagem, não tenho mais de onde tirar”, desabafa.

"Fui buscar o cartão e quando fui passar no ônibus, não apresentou nenhuma informação", Chelyda Rodrigues, de 23 anos. Foto: Myke Sena

“Fui buscar o cartão e quando fui passar no ônibus, não apresentou nenhuma informação”, Chelyda Rodrigues, de 23 anos. Foto: Joyce Coelho

O mesmo caso ocorreu com Chelyda Rodrigues, de 23. A estudante solicitou, em outubro, a segunda via do cartão, que só chegou na sexta-feira (3). “Fui buscar o cartão e quando fui passar no ônibus, não apresentou nenhuma informação. É complicado, esperei por quatro meses para pegá-lo e ainda me apresenta problemas? Estou aqui desde cedo e olha o tamanho da fila! Minha senha é a 972 e ainda tem muita gente na minha frente. Confesso que é um sufoco ter que pagar R$ 10 de passagem todos os dias”, diz.

Sistema fora do ar

Como se não bastassem as filas quilométricas, o sistema do DFTrans, órgão responsável pela gestão do transporte público, resolveu complicar ainda mais a situação. Na fila desde às 4h da madrugada, a comerciante Vanda Dias, 48, sofreu o drama de encontrar o sistema fora do ar. “Cheguei bem cedo para ser uma das primeiras, mas já havia muita gente na frente. Há que ponto chegamos? Madrugar para resolver um problema que é do governo. E o pior de tudo é chegar sua vez e o sistema não estar operando. Cadê o respeito com a população?”, critica.

Pedro Antônio, 34, também chegou cedo e foi surpreendido ao saber que teria que enfrentar a longa fila apenas para entregar uma declaração. “Além de ficar nessa fila sem fim, o sistema ainda para de funcionar. O problema maior é que ainda estou com criança e aqui não tem suporte nenhum. Pegamos chuva e sol. Eles deveriam abrir mais postos de atendimento”, lamenta.

A equipe do Jornal de Brasília tentou contato com o DFTrans, mas não obteve resposta.

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