Votar se aprende na escola. Essa é a proposta do programa aplicado no Centro de Ensino Fundamental Polivalente da Asa Sul. Durante todo o bimestre, os alunos participaram de uma eleição. O cronograma de atividades contou com orientações sobre o processo eleitoral, formação de partidos, elaboração de programas de governo, gravação de propaganda política e votação em urnas de cédulas de papel cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Os estudantes mais votados formarão a diretoria do Grêmio Polivalente.
Segundo a supervisora pedagógica da escola, Rosana Vitelli Peixoto, a ideia nasceu do próprio questionamento dos alunos. “Este era recorrente entre os estudantes”, explica Rosana. “Daí nasceu àavontade de montar esse projeto de eleições e cidadania”.
A programação contou também com a parceria da Escola Judiciária Eleitoral, que aplicou na instituição uma oficina de jogos eleitorais. O projeto é idealizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, por meio de ferramentas lúdicas, busca despertar nas crianças e adolescentes o interesse pela política e pela escolha consciente dos seus representantes.
Durante o processo, 1,2 mil alunos montaram 30 partidos nos dois períodos da escola.
Depois, foi realizada uma convenção para a escolha dos seis melhores, que buscaram seus votos entre os alunos em um dia de debate. A contagem dos votos está sendo feita pela direção, que dever informar o resultado até, no máximo, o início da próxima semana.
Transparência na gestão
Os programas de governo dos alunos precisavam ter, necessariamente, propostas ligadas a temas como transparência na gestão pública e administrativa, sustentabilidade ambiental, promoção da saúde, educação, esporte e lazer, cultura, entre outros.
Para Adele Nascimento, 10 anos, aluna do 6º ano, a iniciativa da escola foi importante para entender como se deve votar. “Aprendi que devemos votar em candidatos honestos”, conta Adele, candidata ao cargo de presidente. “Eles vão criar leis e transformá-las em benefícios para as pessoas”.
Já para o candidato a governador André Luiz Araújo, 11 anos, o programa foi importante para entender o comportamento dos candidatos. “Agora, sei como é estar na pele de governador”, garante o aluno do 6º ano. “Quero chegar ao grêmio da escola, porque também aprendi que a direção precisa de ajuda na política da escola”.