Bruna Sensêve
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Duzentos e sessenta brasilienses morreram, em 2010, devido a doenças causadas pela ingestão de álcool. São 2,4% das mortes registradas durante todo o ano passado na capital federal. Esse dado, no entanto, não leva em consideração os acidentes de trânsito e homicídios ocasionados pela comprovada ingestão de álcool. Segundo o médico Arthur Guerra, do Centro de Informações sobre Saúde e Àlcool (CISA), as doenças ocasionadas pelo uso contínuo de álcool destroem o indivíduo silenciosamente. “Ele não tem dor, nem queixas, a doença somente é descoberta quando encontra-se no estágio final”, explica o especialista.
São mais de 60 patologias relacionadas ao consumo excessivo de álcool, desde problemas neurológicos graves, psiquiátricos, violência e acidentes de trânsito com morte. Segundo Walter Coutinho, especialista em dependência etílica, cerca de 12,3% da população brasileira é dependente do álcool. “O dado pode ser convertido facilmente para o Distrito Federal, afetando quase 300 mil brasilienses”, detalha. Ele esclarece também que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o consumo de álcool mata 320 mil jovens e adolescentes por ano, sendo responsável por 9% das mortes de pessoas de 15 a 29 anos no mundo.
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