O Santos fez a sua parte. Recebeu o líder, que (ainda) está disparado na ponta e venceu. Uma das poucas vitórias num dia de um monte de empates. A vitória na Vila Belmiro trouxe o dono da casa para o G-3, tirando o Atlético Mineiro que, por alguns minutos, chegou a estar em segundo lugar, mas acabou cedendo o empate para o Flamengo depois de virar um jogo que estava morno até os 36 do segundo tempo.
O Botafogo, mesmo com o apoio da galera, não soube ganhar do Coritiba e perder a chance de aproximar-se ainda mais dos líderes. Mesmo assim, parece estar com seu lugar no G-6 garantido. Parece.
O Corinthians perdeu a chance de firmar-se entre os postulantes à Libertadores e, de quebra, ainda viu o Atlético Paranaense passar depois de ganhar do Cruzeiro. Não aconteceram mudanças drásticas, mas algumas torcidas continuam com a expectativa de que ainda dá. Dá o quê? Título? G-3? Libertadores? Escapar da degola? Tem esperança para todo mundo.
Sem lazer
Pelo que ouvi dizer, em praticamente todas as capitais que hoje teremos segundo turno para a eleição do prefeito houve baixaria no debate final. Propostas? Para quê? O importante era desqualificar o rival, lembrar de podres e falar de aliados. Quem perdeu tempo vendo o show de horrores… Perdeu tempo. Mesmo. Bem fiz eu, que depois do Maracanã onde vi o fraco jogo entre Fluminense x Vitória (daqui a pouco escrevo sobre o tema), parei com alguns amigos para degustar uma carninha.
O pior da eleição de hoje (e faço questão de dizer que sou amplamente favorável à democracia) é que ficamos sem futebol, afinal de contas todas as nossas capitais possuem mais de 200 mil eleitores, logo… Mesmo assim bem que a CBF poderia deixar que em São Paulo, ao menos, onde a votação decidiu-se no primeiro turno, ter uma partidinha… Tempo para remarcar haveria. Já imaginaram que legal um Santos x Palmeiras, hoje, no Pacaembu, no lugar de ontem, quase escondido e fora de hora?
Erro lá, erro cá…
Foi ruim, muito ruim o jogo que trouxe o Fluminense de volta ao Maracanã após 11 meses de ausência. A única coisa interessante foi o comparecimento da galera: mais de 20 mil presentes, quase 18 mil pagantes. Eu, por exemplo, errei feio: não esperava nem dez mil pessoas. A saudade do torcedor carioca o faz encarar uma noite nublada, de sexta-feira, com direito a engarrafamento e falta de segurança para rever seu velho amigo.
Apesar de toda a disposição demonstrada pela torcida, o que se viu em campo…
Lamentável. Explicou-se, com facilidade, porque o Fluminense andou rondando o G-4 e hoje está longe, longe, longe até do G-6 (cinco partidas sem vencer) e o Vitória chafurda no Z-4. Os dois times são muito fracos. O rubro-negro baiano, pelo menos, mostra disposição, o que passa longe do tricolor carioca. O pênalti que resultou no primeiro gol do Fluminense não foi pênalti. Falta foi, sem dúvida alguma. Mas foi fora da área. E o árbitro errou duplamente no lance: o jogador do Vitória, que já tinha cartão amarelo, deveria ter sido expulso – se fosse marcada a falta.
Como a Fifa, agora, determina que em lances de pênalti não se “pode punir duplamente a equipe”, o Vitória continuou com 11 jogadores. Lambança em cima de lambança.
Lobo russo
Sai Fuleco, o simpático tatu-bola que foi o mascote da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e entra Zabivaka, um lobo siberiano com jeito de malandro, marrento e que usa óculos. A Rússia anunciou nesta semana o animalzinho como o mascote do Mundial de 2018, numa votação que mobilizou o país – foram recebidos mais de um milhão de votos na eleição.
Zabivaka (não me perguntem, ainda, como se fala) quer dizer “aquele que marca gol” (ou, numa tradução mais livre, “artilheiro”). Nada mais ligado ao futebol, não é mesmo? Ah… Ele foi apresentado por Ronaldo Fenômeno, outro que sabia, como poucos, marcar seus gols pelos gramados do mundo.