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Brasília

Água Mineral ficará fechada para facilitar o combate a um grande incêndio

Arquivo Geral

20/09/2010 9h19

Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br

 

A ausência da chuva é apenas um dos pontos que contribuem para o número alarmante de incêndios que ocorrem, diariamente, no Distrito Federal. O Corpo de Bombeiros tem se desdobrado para atender, em média, entre 60 e 70 focos de incêndios diários. Ontem, a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) não parou de receber denúncias de focos em diversos pontos do DF. O mais grave, no Parque Nacional, em uma área que envolveu a Água Mineral e  a Granja do Torto, mobilizou quase 200 homens no combate ao fogo.

 

Para tentar reduzir o número de queimadas, que transformam  as árvores do Cerrado em cinzas, o Corpo de Bombeiros deflagrou a Operação Verde Vivo. “Dividimos 182 combatentes para atender a todas as ocorrências registradas ao longo do dia sem que o socorro urbano fosse comprometido. Esse serviço funciona 24 horas por dia”, explicou o tenente-coronel Paulo Roberto.

 

Segundo o oficial, muitos focos começaram a atingir as áreas dos parques em razão da chamada queimada controlada, cometida por chacareiros ou pessoas que moram em áreas limítrofes com os parques. “Geralmente, esse tipo de queimada acaba se descontrolado em razão dos ventos e as chamas crescem muito de proporção. Com isso, temos que entrar em ação para controlar o fogo”, disse o oficial. Os bombeiros também precisam apagar as chamas provocadas por pontas de cigarros ou outros produtos inflamáveis, que acabam atingindo a vegetação.

 

Além do baixo efetivo, outra dificuldade encontrada pela corporação envolve a falta de equipamentos necessários para combater o fogo. Atualmente, os bombeiros contam apenas com sete veículos com tração 4×4, enquanto a quantidade ideal seria de 20 veículos com essas características. “Além da defasagem em 13 viaturas, ainda enfrentamos problemas graves no que diz respeito a materiais como abafadores, muito usados para apagar o fogo”, afirmou o tenente-coronel Paulo Roberto.

 

O incêndio de ontem consumiu parte do Parque Nacional de Brasília. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta de 8h. O Batalhão Florestal e os bombeiros trabalharam juntos para conter o incêndio. 

 

Ponta de cigarro

De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o fogo teria sido provocado por um grupo de jovens que saia de uma festa e o carro deles quebrou. Uma ponta de cigarro teria iniciado o incêndio na maior unidade de conservação ambiental urbana do Centro-Oeste. Até a noite de ontem os bombeiros lutavam para conter as chamas, que permaneciam incontroláveis. Apenas hoje, a direção do parque terá uma ideia dos estragos na reserva, que conta com 45 mil hectares de área.

 

Além da Água Mineral, os bombeiros precisaram correr para  combater os focos de incêndio registrados em Planaltina, no Setor Militar Urbano, Samambaia Norte, na BR-251, próximo a Unaí, Ceilândia e Lago Norte. Todos de menores proporções.  No início do mês, o fogo consumiu parte da Chapada Imperial, a maior reserva particular do DF. Pelo menos 35 mil hectares de vegetação viraram cinzas. No sábado, os bombeiros  levaram cerca de três horas para controlar um incêndio na área do Caub, entre o Riacho Fundo e o Recanto das Emas.

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