Raphaella Sconetto
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Logo após o prédio de Vicente Pires ser implodido neste domingo (5), uma moradora criticou o raio de segurança definido pela Defesa Civil – 200 metros. A advogada Lilian Peres alega que uma pedra quase atingiu sua família que aguardava na calçada próximo ao Pistão Norte a operação acabar para poderem ir para casa. O órgão argumenta que a distância foi calculada por técnicos.
Lilian Peres mora em uma residência ao lado do prédio. Assim como os outros moradores da região, ela e sua família tiveram que sair de casa pela manhã. “A empresa, nesse sentido, foi bem cautelosa”, pondera.
No entanto, enquanto assistiam a implosão foram surpreendidos com uma pedra. “Estava minha família e outro grupo. Assim que o prédio foi demolido, a pedra veio em alta velocidade, como se fosse um meteoro”, compara. “Ela caiu na calçada que faz caminhada, atrás da interdição”, completa.
Lilian acredita que a distância da interdição teria que ser maior. “A gente pensou que viria tudo para baixo, mas não foi bem assim. Graças a Deus não machucou ninguém, mas e se pegasse?”, questiona.
Lilian conseguiu gravar um vídeo em que é possível ver a pedra vindo em direção a sua família.
Com a implosão, um cabo da rede de alta tensão quase arrebentou. A Companhia Energética de Brasília (CEB) já fazia o reparo.
VERSÃO OFICIAL
Ainda no local, a Defesa Civil se defendeu. De acordo com a coordenadora de riscos e desastres do órgão, Solange Ribeiro, podem acontecer “algumas coisas fora do planejamento operacional”. Solange reitera que aquele deveria ser o perímetro de segurança. “Foi calculado e aprovado pelos técnicos que estudam e estão prontos para isso. Por isso, afirmamos que o perímetro de segurança estava ‘ok’ com 200 metros”, finalizou.