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Brasília

Vídeo: Defesa Civil implode prédio em Vicente Pires

Arquivo Geral

05/08/2018 11h26

Kleber Lima/Jornal de Brasília

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

O prédio em Vicente Pires que parte da estrutura desabou e causou a morte do técnico em edificações Agmar Silva, 55 anos, finalmente foi demolido neste domingo (05). Uma operação foi montada pela Defesa Civil e outros órgãos para que a implosão do edifício, localizado no lote 2A da Chácara 149,  pudesse acontecer sem oferecer riscos aos moradores da região. Curiosos estão no local.

Antes de ser demolido, duas sirenes foram tocadas durante 30 segundos. A primeira foi as 10h57 e outra as 10h58. Por fim, uma última sirene tocou às 11h, momento em que o prédio ruiu definitivamente. A operação conta com 117 agentes de dez órgãos públicos, entre eles Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CEB, Caesb e Administração Regional de Vicente Pires.

As ruas internas foram interditadas pelo Departamento de Trânsito em um raio de duzentos metros. Entre as interdições, está a primeira entrada do Taguaparque, próxima a lanchonetes, e o acesso pela Colônia Agrícola Samambaia, próximo ao Subway. Ainda será fechada a Rua da Misericórdia, na Chácara 146, Lote 01, da Colônia Agrícola Samambaia, em frente à estação de Furnas. A circulação de veículos será proibida nas pistas das 8h às 12h.

Moradores de 85 casas e um prédio que ficam próximos ao local tiveram que ser desocupados e foram notificados pela empresa responsável pela detonação – a RVS Construções e Edificações. Eles saíram às 10h e uma varredura foi feita pelos órgãos para garantir que ninguém estivesse em casa. Não houve resistência. A recomendação da Defesa Civil era de que os moradores deixassem as janelas abertas.

A energia elétrica da área será desligada e restabelecida após a ação. O Corpo de Bombeiros fará uma vistoria prévia no terreno para confirmar a evacuação na região impactada. O Bope fará a escolta e o controle dos explosivos, com auxílio da Polícia Militar.

CUSTOS AO DONO

Conforme o Jornal de Brasília mostrou na semana passada, os custos com a implosão do prédio é de responsabilidade do dono do terreno. A estimativa da Administração Regional de Vicente Pires era de R$ 200 mil.

Segundo o coordenador da operação e gerente de produtos perigosos da Defesa Civil, Gleydson Andrade a equipe visitou a área e fez um relatório fotográfico das residências. “De paredes, para ver se tem dano e se terá, e do telhado. O maior problema seria a caixa d’água, que será retirada”, destacou em entrevista ao Jornal de Brasília.

Ele explicou ainda que explosivos serão postos apenas em dois pavimentos. “O resto cai pela gravidade. Não vai haver material projetado para longe. O isolamento é necessário para evitar circulação de pessoas no local, para que nada fuja do controle”, esclareceu.

RELEMBRE

Desde outubro do ano passado, a Defesa Civil pediu a demolição do prédio. Quando ainda estava em construção, o órgão embargou a obra. Insistiram. A obra foi interditada, intimada a ser demolida e multada a mais de R$ 13 mil. Na época do desabamento, a Agência de Fiscalização (Agefis) informou que o prédio sofreu autuações desde dezembro de 2016, quando ainda estava no segundo pavimento.

No dia 20 de outubro, parte da estrutura do prédio ruiu. No dia do acidente, havia nove pessoas no interior do prédio. Oito trabalhavam ali e saíram ilesas. À Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros, o mestre de obras garantiu que todos haviam saído. Agmar, porém, não conseguiu escapar e teria sido prensado entre lajes próximo a uma escada na rota de saída. Cães farejadores indicaram o possível local da morte, onde foram identificados sangue, fezes e tecido.

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