Cristina Sena
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A Administração Regional de Ceilândia iniciou ontem, por solicitação da Coordenadoria das Cidades, um levantamento para verificar as denúncias de aluguel e venda de bancas na Feira Central de Ceilândia. Por telefone, um feirante confirmou ter vendido sua banca por R$ 95 mil. A negociação foi confirmada por vizinhos e pelo ex-proprietário, que estaria agora na Feira do Guará.
As 465 bancas foram concedidas pelo Governo do Distrito Federal há quase 30 anos e não poderiam ser comercializadas. Mesmo assim, feirantes relatam desembolsar entre R$ 1 mil e R$ 500, todos os meses, para ocupar o espaço. Quanto mais próximo da entrada da feira, considerada área nobre, mais caro.
A reportagem do Jornal de Brasília entrou em contato, por telefone, com o homem que teria vendido a banca. Segundo ele, para saber quais estão em oferta, basta procurar a Associação dos Feirantes da Feira Central de Ceilândia (Asfec-DF). “Lá na associação que descobrem onde tem banca para vender”, informou.
O presidente da Asfec-DF, Francisco das Chagas Nogueira, nega as acusações e diz não saber de venda ou aluguel. “Nunca fiquei sabendo dessas situações. A fiscalização é responsabilidade do permissionário e da Coordenadoria de Cidades, não da associação”, argumenta.
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