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Brasília

Acusado de atirar contra mulher na W3 Sul é preso

Arquivo Geral

25/06/2009 0h00

 


Uma ficha criminal extensa, health digna de criminosos perigoso, um morador de rua permaneceu procurado pela Polícia Civil do Distrito Federal por 17 dias, até ser preso na noite de quarta-feira, por agentes da 5ª Delegacia de Polícia (Setor Central). O suspeito é acusado de tentar matar um professora, que estava em uma parada de ônibus às margens da W3 Sul. Por sorte, a vítima foi baleada em uma das pernas e passa bem.

A tentativa de homicídio ocorreu no último dia 8, por volta de 21h. De acordo com as investigações, Manoel Santos Oliveira, 28 anos, estava deitado no banco da parada, envolto em um cobertor. Cerca de dez pessoas aguardavam pelo ônibus quando ele se levantou, jogou o cobertor no chão e sacou um revólver. A  professora, que estava na linha de tiro foi baleada.

Após o disparo, sem motivo aparente, o morador de rua fugiu. Com a ajuda de testemunhas, a polícia conseguiu identificar o atirador. Após quase 20 dias, Manoel foi preso quando estava na quadra 6 do Setor Comercial Sul, próximo a um conhecido ponto de consumo de crack. Levado para a delegacia junto com outros três moradores de rua, Manoel foi reconhecido na hora pela vítima baleada por ele na parada de ônibus.

Segundo o delegado-chefe da 5ª DP, Laércio Rossetto, que investigou o caso, a professora não hesitou em apontar o responsável pelo disparo. “Colocamos quatro pessoas alinhadas na sala de reconhecimento e ela apontou na hora com certeza”, afirmou o delegado, que representou pela prisão temporária do suspeito. No entanto, a Justiça concedeu um prazo de apenas cinco dias para manter o morador de rua atrás das grades.

De acordo com o delegado, Manoel deve ser mantido preso, principalmente pelo histórico de crimes praticados por ele. Em sua ficha, contam 13 livramentos condicionais, seis inquéritos instaurados, dos quais seis são por furtos qualificados, dois roubos, uma passagem por formação de quadrilha, duas por porte de drogas e uma por tráfico.

Além disso, o morador de rua, que não tem residência fixa, possuía duas ordens de prisão domiciliar expedidas em seu nome. “Temos apenas cinco dias para ouvir todas as testemunhas, interrogar o acusado e conseguir todos os elementos necessários para pedir a prisão preventiva dele”, explicou Laércio Rossetto. Nos próximos cinco dias, Manoel ficará preso na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Durante as investigações sobre a tentativa de homicídio, a polícia tentou descobrir como um morador de rua, que não possui uma boa quantia em dinheiro, conseguiu ter acesso a uma arma de fogo. “Tivemos informações de que as armas aumentaram de preço depois da lei do desarmamento, principalmente no conhecido mercado negro. Isso gerou a criação de uma nova modalidade, onde criminosos ganham dinheiro alugando as armas para outras pessoas cometerem crimes”, explicou o delegado da 5ª DP.


 

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