Menu
Brasília

Abraço simbólico no Congresso Nacional apoia projeto de lei contra o tabagismo

Arquivo Geral

01/09/2010 16h28

O Congresso Nacional recebeu um abraço coletivo na manhã desta quarta-feira (1º).  A equipe do Programa de Prevenção e Controle do Tabagismo da Secretaria de Saúde reuniu cerca de 100 pessoas, entre ex-fumantes, profissionais de saúde, estudantes e voluntários. O intuito é pressionar a aprovação do Projeto de Lei do Senado nº 315/08, que proíbe a existência de fumódromos em locais coletivos fechados.

“Está provado que os fumódromos contaminam o ar dos ambientes coletivos fechados, ocasionando doenças em pessoas que fumam”, explicou a pneumologista da rede pública de saúde Bianca Rodrigues.

Segundo dados da Secretaria de Saúde, o DF possui, atualmente, cerca de 310 mil fumantes. Destes, 60% são homens e 40% mulheres. Uma média de oito pessoas também morre, por dia, na capital, em decorrência do fumo.

Prevenção
Os números mostram que é melhor prevenir do que remediar. Segundo o coordenador do programa da secretaria, Celso Rodrigues, custos com tratamentos para fumantes ou pessoas que adoeceram em decorrência do fumo chegam a R$ 18 milhões por mês, no DF. Para se ter uma ideia, conforme a secretaria, o GDF gasta três vezes mais com o tratamento de dependentes do que os R$ 6 milhões arrecadados pelas indústrias de cigarro. “A ideia é sensibilizar os parlamentares quanto à saúde dos fumantes passivos”, explicou Rodrigues.

De acordo com o Ministério da Saúde, o cigarro é responsável por 80% dos casos de câncer de pulmão e 30% de vários outros tipos de cânceres, como o de boca, laringe, pâncreas, esôfago, colo do útero, bexiga e rim. O tabaco também é responsável por 25% dos infartos e acidentes vasculares cerebrais. No Brasil, conforme o órgão, estima-se que 33% da população acima de 18 anos seja fumante. Destes, 50% perderão a vida em decorrência de doenças relacionadas ao cigarro.

As aposentadas Maria Ferreira Silva, 61 anos, e Lourdes Carvalho, 56, participaram do ato realizado nesta quarta-feira. Para ambas, deixar o vício é uma opção saudável. “Fumei durante 10 anos da minha vida e decidi parar, pois estava desenvolvendo doenças pulmonares”, explicou Maria. Já Lourdes fumou durante 45 anos. “Parei há três, depois de fazer um tratamento com um grupo antitabagismo”, contou.

A professora Vanias Mendes do Centro de Ensino Fundamental 16, de Ceilândia, fez questão de levar seus alunos para o abraço coletivo. Para ela, a escola tem obrigação de alertar os estudantes quanto aos riscos do tabagismo. “O vício causa dependência, cânceres, mau hálito, cegueira, falta de fôlego, entre outros males. É nosso dever alertar os alunos”, desabafou. “Acredito que os fumantes devem respeitar o espaço dos outros e, por isso, nosso grupo veio participar do ato”, completou a estudante do 8° ano Ester Miranda.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado