Brasília

90% dos leitos de UTI do HFA estão ocupados

Hospital militar também sofre com a alta de casos da doença

Por Willian Matos 08/03/2021 10h22
Foto: Jorge Cardoso/Ministério da Defesa

Assim como os demais hospitais públicos e privados do Distrito Federal, o Hospital das Forças Armadas (HFA) sofre com a alta de casos de covid-19 no país. 90% dos leitos de unidade de terapia intensiva voltados para pacientes com covid-19 da unidade estão ocupados.

A unidade conta ainda com um contêiner frigorífico para colocar corpos de pessoas falecidas. O equipamento está instalado desde setembro do ano passado, como explicou o Ministério da Defesa em nota:

“No que se refere ao necrotério, o serviço de anatomia patológica, construído para atender as demandas da década de 1970, é pequeno e já necessitava de reforma e ampliação desde 2015. Assim, desde setembro de 2020, foi contratado um container frigorífico para assegurar tratamento condizente à demanda”, diz o órgão, em nota. “A locação do contêiner permite atender a legislação, que determina que os corpos de doenças infectocontagiosas sejam acondicionados em separado e com refrigeração adequada.”

O Hospital das Forças Armadas é referência no combate à covid-19. É também o hospital onde o presidente Jair Bolsonaro faz exames de rotina, bem como outros membros do governo federal.

Apenas três leitos disponíveis

A rede pública de saúde do Distrito Federal tem, atualmente, apenas três leitos de UTI disponíveis para tratar pacientes adultos infectados pela covid-19. A taxa de ocupação é de 98,85%.

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Os únicos hospitais com leitos vagos são o Hospital da Polícia Militar, com dois, e o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), com um leito. O Hran tem ainda cinco leitos neonatal.

Na rede privada, a situação também é preocupante, mas há mais leitos à disposição, conforme atualização realizada pela Secretaria de Saúde às 7h10 desta segunda (8). Dos 19 hospitais listados, quatro possuem vagas para adultos. São eles:

  • Hospital Águas Claras – um leito
  • Hospital Anna Nery – três leitos
  • Hospital Maria Auxiliadora – seis leitos
  • Hospital Santa Lúcia – um leito

Lockdown

Para tentar reduzir o contágio pela covid-19 na capital, o GDF decretou, no último dia 1º, um lockdown. Todos os setores não essenciais, exceto academias e a rede privada de ensino, estão proibidos de funcionar até a próxima semana.

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O boletim mais recente sobre a covid-19 mostra que o DF chegou a 306.251 casos e 4.962 mortes. Somente no domingo (7), foram registrados 874 novos pacientes infectados.

As regiões administrativas com mais casos confirmados são Ceilândia, Plano Piloto e Taguatinga. Já em relação às mortes, as cidades que mais perderam moradores são Ceilândia, Taguatinga e Samambaia.

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