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Brasília

4G ainda não é tão rápido no DF, veja detalhes

Arquivo Geral

19/05/2013 17h31

A tecnologia 4G chegou. Pelo menos, em alguns pontos do Distrito Federal e do País. Quem quiser uma internet móvel mais rápida já pode procurar a sua operadora de telefonia. Os preços, porém, não são o forte da novidade e os consumidores estão pessimistas. Para os especialistas, a expectativa é de que o sinal seja bom agora, por conta da baixa demanda, mas pode piorar devido ao crescimento de usuários.  

 

A expectativa é que a internet 4G possa chegar a uma velocidade de 50 megabytes por segundo, o que significa, teoricamente, uma melhoria de 50 vezes em relação ao 3G, que costuma ter velocidades de 1 mbps. A Anatel determinou que as cidades-sede da Copa das Confederações deveriam ter, pelo menos, 50% do território coberto pela rede 4G. Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador e Recife devem receber os turistas, que, segundo prometem as operadoras, poderão utilizar a nova tecnologia. As cidades de São Paulo e Curitiba já contam com o serviço, apesar de não receberem jogos internacionais este ano.

 

Para o Mundial, a exigência é que todas as sedes precisam ter sinal 4G até 31 de dezembro, o que acrescenta Porto Alegre, Cuiabá, Natal e Manaus à lista. A Claro garante já atender, também, às cidades de Campos do Jordão, Búzios e Paraty.

 

No caso de saída do DF ou das cidades já cobertas, o usuário será coberto apenas pelo sinal 3G, com velocidade de download menor.

 

Preço é motivo de reclamação

 

Por enquanto, a única melhoria em relação à tecnologia 3G que o advogado Augusto Veloso percebeu com o 4G foi a maior facilidade de conexão da rede. No entanto, a qualidade e extensão da cobertura é um dos pontos criticados pelo usuário. “Onde antes eu não conseguia me conectar pelo 3G, agora consigo. Na minha casa, por exemplo, é muito melhor utilizar a internet com o 4G. Consegui usar o 4G no Sudoeste, Octogonal Asa Norte e Asa Sul. No Lago Norte, o sinal é muito ruim”, disse. 

 

A insatisfação do advogado, por enquanto, fica por conta do preço do serviço, um pacote de R$ 281 mensais, por 400 minutos de voz e 5 gb de dados. “Fiz o plano mais por conta do desconto no aparelho, já que estava precisando de um. Ficou muito caro, com um custo benefício muito ruim”, reclamou. “Quem compra agora paga para disseminar esse tipo de serviço. Acho que só compensa aderir ao 4G agora se a pessoa não tiver um pacote de dados”, afirma.

 

De acordo com o especialista em telecomunicações, André Noll Barreto, quem comprar um plano 4G agora vai ser privilegiado por uma boa velocidade, já que a rede não estará sobrecarregada. Por outro lado, a cobertura deixará a desejar.

 

Locomoção

 

“É uma tecnologia pensada para uso dentro de estádios, não para aqueles que vão se locomover e precisam do sinal em vários locais”, explicou Barreto. “A 4G vale à pena, mas depende de onde se mora. Mesmo se a rede ficar sobrecarregada,  no futuro, a velocidade será superior em relação ao 3G”, disse.

 

O uso excessivo da bateria na tecnologia 4G não deve ser um problema, para Barreto. “Outros aplicativos gastam tanta bateria quanto a internet. Jogos, música, GPS em lugares fechados e o próprio wi-fi gastam muita bateria”, defendeu.

 

No futuro, entrarão em operação as redes 4G em 700mhz, o que pode obrigar quem comprar aparelho para a nova tecnologia, a ter que mudar de novo de smartphone.

 

Aparelhos compatíveis

 

Hoje, são oferecidos pelas operadoras vários aparelhos compatíveis com a internet 4G, como o Motorola RAZR HD, LG Optimus G, Sony Xperia ZQ, Nokia Lumia 820 e 920 e Galaxy S3 LTE. Nenhuma das versões do iPhone é compatível, por conta da diferença de frequência.

 

 

A Proteste, associação de defesa do consumidor desaconselha  a compra de aparelhos e planos 4G. “Inicialmente o 4G funcionará na frequência de 2,5 Ghz, com baixo desempenho para locais fechados, o que implicará a utilização de outras faixas de frequência relativas ao 3G e 3G Plus para as velocidades prometidas”, disse o comunicado.

 

 

Testamos

 

O Jornal de Brasília testou a internet 4G de um aparelho celular concedida pela operadora Clara em seis pontos da capital, incluindo locais turísticos, rodoviária e aeroporto. Apesar de a experiência ter sido eficaz em todos os lugares, a velocidade de download e upload medida por Mega Bits Por Segundo (Mbps) se tornou reduzida em quase todas as tentativas.  Os locais com maior lentidão foram na Esplanada dos Ministérios e na Ponte JK. Nos dois lugares os maiores índices de download não superaram nem mesmo a margem dos 6 Mbps. No centro do poder foi registrado 5.13 Mbps de download e na 3ª ponte 4.86 Mbps. Já o upload ficou na margem dos 12.43 Mbps na Esplanada e 11.38 Mbps na ponte.

 

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