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Brasília

40% dos alunos que fizeram a Provinha Brasil atingiram em 2009 a meta do MEC para 2022

Arquivo Geral

30/06/2009 0h00

Eles alcançaram os níveis de proficiência 4 e 5, buy mas a SEDF inicia um fórum nesta terça, viagra 100mg 30/6, more about para traçar estratégias que melhorem estes resultados na segunda etapa da Provinha, em novembro


A maioria dos 29 mil alunos da rede pública que fizeram em março a primeira etapa da Provinha Brasil de 2009 atingiu a meta estabelecida pela Secretaria de Educação para a avaliação: 25% deles atingiram o nível 3 da escala de proficiência da avaliação, 30% o nível 4 e 8% o 5, o mais elevado da escala. A meta da SEDF para a segunda etapa da Provinha, em novembro, é atingir em 2009 o objetivo estabelecido pelo Ministério da Educação para daqui a dez anos: levar estes 63% do nível 3 para o 4 e para o nível 3 os quase 38% que ficaram nos níveis 1 e 2. (Confira a escala de proficiência abaixo)


Para alcançar esta meta, a Gerência de Ensino Fundamental realizará, nesta terça-feira, 30/06, o Fórum do Ensino Fundamental Anos Iniciais (clique para ver o folder), no auditório da UNIP – Universidade Paulista, na SGAS 913, Plano Piloto, a partir das 8h, quando mais de mil professores – diretores regionais de ensino, gestores das escolas e articuladores dos Centros de Referência em Alfabetização, entre outros técnicos, discutirão estratégias para se chegar lá por meio da melhoraria do aprendizado destes alunos.


“Como a Provinha Brasil é uma avaliação diagnóstica, acreditamos que é possível fazer intervenções capazes de atender as especificidades de nossos alunos e avançar”, explica a chefe do Núcleo de Ensino Fundamental – Anos Iniciais, Elisângela Teixeira Gomes. “Não temos a pretensão de fazer todos os alunos atingirem o nível 4, entretanto pretendemos nos aproximar ao máximo disso”, completa.


Para chegar ao nível 4, as crianças do 1º e 2º anos, de seis a 8 anos, precisam acertar de 21 a 22 das 24 perguntas da avaliação. O acerto demonstra que elas leem textos na ordem direta (início, meio e fim), compreendem o que leem, conhecem estrutura sintática simples (sujeito+verbo+objeto) e o vocabulário explorado comumente na escola, sabem localizar informações e fazer inferências.


Se obtiver êxito, o DF também atingirá este ano a meta estabelecida pelo IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica somente para 2022 – seis pontos em sua escala. Isso será possível se os alunos saírem do 2º ano alfabetizados – ou seja, se atingirem na Provinha Brasil o nível 4 ou 5.


Elisângela Teixeira afirma que o mais difícil, preocupante e que exigirá maior esforço conjunto será o trabalho com as crianças que ficaram entre os níveis 1 e 2, porque indicam que elas ainda estão no início da apropriação das habilidades referentes ao domínio do sistema alfabético.


Diagnóstico de alfabetização
A Provinha Brasil foi criada pelo Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais para fazer um diagnóstico do processo de alfabetização de crianças. É um exame de participação voluntária, oferecido às Unidades da Federação e aos municípios. O DF participa do processo desde 2008. A prova é elaborada pelo Inep, mas a responsabilidade pela sua aplicação, correção, análise e uso dos resultados é responsabilidade das UFs/municípios.


É, portanto, um instrumento que se soma a outros, como o SIADE – Sistema de Avaliação de Desempenho das Instituições de Ensino do Distrito Federal, no planejamento de ações voltadas para a melhoria da qualidade do ensino.


Em relação ao Brasil, Elisângela destaca que, em função da universalização do Fundamental de 9 anos, o DF se adiantou em relação a meta nacional, se aproximando significativamente da meta 4 ainda em 2009. O SIADE também evidenciou dados positivos do Fundamental – Anos Iniciais, o que indica melhora na nossa qualidade de ensino. Os dados dos últimos 10 anos do IDEB também mostram um crescimento ascendente dos Anos Iniciais.


Redefinindo estratégias
A avaliação sobre a utilização dos resultados deverá ser feita na escola, pelo professor, com acompanhamento dos coordenadores e supervisores pedagógicos, a partir dos seguintes parâmetros: organização do itinerário pedagógico e diagnóstico do nível de alfabetização da criança e da turma com o objetivo de identificar as dificuldades, assim como as capacidades de leitura e escrita dominadas pelos alunos e turmas.


Com base nesse diagnóstico, cabe definir as atividades que podem ser desenvolvidas para superar as dificuldades existentes. Desse modo, exemplifica a Elisângela Teixeira, o nível médio de alfabetização da turma, diagnosticado por meio da Prova Brasil, pode servir como referência para o estabelecimento de novas metas, para a revisão do planejamento e até para avaliar o desempenho profissional.


Paralelamente, os Centros de Referência em Alfabetização, com supervisão e apoio do Núcleo, vão fazer uma avaliação das dificuldades das instituições de ensino e atuar no sentido de identificar atividades que possam ser trabalhadas pelos professores e pelas escolas com a finalidade de superá-las.


Conforme explica Elisângela, no início do segundo semestre letivo deverão ser apresentados planos de ação com a descrição de como será feito o acompanhamento por parte destes centros. “Cada um vai atuar de acordo com as necessidades de cada DRE e de cada escola”, esclarece ela.


Escala de proeficiência:


Nível 1 – até 13 acertos – início da apropriação das habilidades referentes ao domínio do sistema alfabético.


Nível 2 – de 14 a 17 acertos – consolidação das habilidades referentes ao conhecimento e uso do sistema de escrita, já associam adequadamente letras e sons, iniciando a leitura de palavras com vários tipos de estrutura silábica.


Nível 3 – de 18 a 20 acertos – consolidação da capacidade de ler palavras de diferentes tamanhos e padrões silábicos, frases com sintaxe simples (sujeito + verbo + objeto) e utilização de estratégias para ler, superficialmente, textos curtos.


Nível 4 – de 21 a 22 acertos – leitura de textos na ordem direta (início, meio e fim), de estrutura sintática simples (sujeito+verbo+objeto) e de vocabulário explorado comumente na escola. Localização de informações, inferências e compreensão do assunto do texto.


Nível 5 – de 23 a 24 acertos – domínio do sistema de escrita e da leitura compreensiva, acima do definido como aceitável para o fim do segundo ano de escolarização.

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