O Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo removeu 21 edificações erguidas em áreas públicas e protegidas pela legislação ambiental do setor Sol Nascente, em Ceilândia, e da região da chácara Santa Luzia, na Estrutural.
A maior parte das obras irregulares foram retiradas no Sol Nascente, Chácara das Acácias: 16 ao todo. No mesmo local foram retiradas 16 fossas, 80 metros lineares de cerca, quatro pontos clandestinos de água e outros quatro de energia. Seis ocupantes da área solicitaram e foram auxiliados na mudança para a casa de parentes.
No dia 29 de maio, a Agência emitiu 16 intimações demolitórias dando prazo de cinco dias para que os ocupantes fizessem a retirada por conta própria. A ação do Comitê ocorre depois que foi constatado o descumprimento da determinação.
De acordo com relatório do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), as construções foram erguidas em área de vereda e com árvores protegidas pela legislação ambiental, como o buriti. Há também nascentes na área, o que impede o prosseguimento da ocupação.
Estrutural
Na Chácara Santa Luzia, cinco edificações feitas em madeira e 250 metros lineares de cerca de arame acabaram erradicados da área de tamponamento do Parque Nacional de Brasília. Cinco fossas clandestinas foram entupidas
A região corresponde aos 300 metros dos limites da reserva onde nada pode ser construído sem estudo de impacto ambiental. Todas as construções foram erguidas na quarta-feira (12).
Além de Seops, Agefis e Ibram, participaram das operações a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).