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Prefeito do Rio diz que Jogos Olímpicos podem resgatar imagem do Brasil

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A realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro pode ser a última chance que o Brasil tem para recuperar sua imagem e credibilidade no mundo. A avaliação foi feita na noite desta segunda-feira, pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), durante a abertura do 4° Encontro Nacional de Editores, Colunistas e Blogueiros (Enecob), que ocorre no hotel Grand Mercure Rio de Janeiro Riocentro, em Jacarepaguá. O evento é realizado pela coluna Esplanada, publicada pelo Jornal de Brasília, em cooperação com o Governo Federal, Ministério dos Esportes e Governo do Rio de Janeiro, e vai até quarta-feira.
Paes comparou o legado da Olimpíada com o da Copa do Mundo de 2014, que, segundo ele, deixou na população e na comunidade internacional a imagem de que o Brasil faz eventos sem planejamento e com gastos excessivos. “Não há razão para realizar Jogos Olímpicos no Brasil se não for geopolítica. Na Copa, os ativos internacionais que tínhamos, como a simpatia do povo, a boa comida e a hospitalidade, estavam consolidados – exceto o futebol, que passamos a imagem de que não sabermos mais jogar. Os Jogos são a oportunidade que o Brasil tem para mostrar que pode fazer grandes eventos, no prazo e no custo certo, sem picaretagem”, disse.
A crise do País também foi abordada pelo prefeito do Rio. “Não é usual a convivência dos jogos com uma crise política e econômica como a que estamos vivendo neste momento”, destacou, evitando citar os nomes da presidente afastada, Dilma Rousseff, e do presidente interino, Michel Temer, mas tecendo discretos elogios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar da inédita conjuntura, Paes revelou que o mais importante é o legado que ficará para a cidade após a competição. “Essa era uma oportunidade de transformação da cidade e foi um dos argumentos para que pudéssemos bater Madri, Tóquio e Chicago. Os motivos para vencer esta disputa foram vencer os desafios que o Rio enfrenta e deixar legados em um País desigual e com contrastes e problemas de infraestrutura”, avaliou.
Na questão dos legados, o prefeito destacou que vários deles não estavam previstos na proposta inicial, como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), inaugurado no domingo (5), e a expansão do Metrô, que ganhará 18 quilômetros.
Falando sobre a questão da economia de recursos públicos, Eduardo Paes fez questão de enfatizar que, dos R$ 39,07 bilhões que os Jogos Olímpicos custarão, 57% serão oriundos do setor privado. Segundo informações dadas pelo prefeito carioca, o orçamento deve ser dividido em três partes. Os recursos de material, alimentação e transporte dos atletas, da ordem de R$ 7,4 bilhões, são bancados pelo Comitê Organizador, 100% privado. Já a Matriz de Responsabilidade, que contempla as verbas para as instalações dos jogos, que consumirão R$ 7,07 bilhões, são partilhados na proporção de 60% de recursos privados e 40% públicos. Por fim, os gastos com o legado, de pouco mais de R$ 24 bilhões, são compostos por 43% de dinheiro privado e 575 de verbas públicas.
O prefeito também negou que vá haver os chamados “elefantes brancos”, as instalações esportivas que ficam sem uso correto após o fim das competições. Como exemplo, ele disse que citou quatro equipamentos: a Arena Carioca 3, a Arena do Futuro, o Estádio Aquático e o Parque Radical de Deodoro. A primeira receberá um investimento posterior aos jogos, da ordem de R$ 1 milhão, para se transformar em uma escola com viés esportivo para mil alunos. A Arena do Futuro será desmontada e com ela serão feitas quatro escolas públicas, destino semelhante ao da instalação aquática, que proporcionará dois centros de natação a serem erguidos em outros pontos da cidade. Por fim, a unidade de Deodoro se transformará em área de lazer e esporte para a população local.
Por fim, Paes fez uma comparação de gastos, revelando que a prefeitura do Rio aplicou apenas R$ 732 milhões do Orçamento do município, mesmo arcando com compromissos não honrados com outros entes da federação, como o governo do Estado do Rio e a União. E revelou que a área que cerca a cidade olímpica, no futuro, será vendida à iniciativa privada, com a venda de 40% dos lotes da região. Apenas como comparação, ele destacou que, no período de preparação dos jogos, o município gastou R$ 65 bilhões com saúde e educação do Rio.

O repórter viajou a convite da organização do 4° Enecob


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